8 de março de 2014

Escolher é humano!

Talvez fosse melhor se eu fosse você e você fosse eu! Que tal?
Solucionaríamos muito da humanidade e quem sabe, ela toda!?

Eu acho muito curioso que quando é para resolver a vida dos outros temos respostas.
Quem nunca utilizou estas frase ou quem nunca ouviu alguém a dizer:

Se eu fosse você eu faria isso, se eu fosse você eu diria aquilo, se eu fosse você não pensaria duas vezes...

Se eu fosse você, saberia exatamente tudo o que fazer!
Acontece que eu sou eu e você é você! 

A verdade é que se eu fosse você eu suponho que saberia como agir em determinada situação em que você se encontra (e vice-versa, versa-vice). É muito mais fácil pensar em como faríamos o que na verdade não vamos fazer, pensar na melhor decisão para o que não nos envolve. Afinal, as responsabilidades e as consequências não serão nossas. 
Fonte: Reprodução/renatofelix.wordpress.com
Como é quando as suas escolhas são para você mesmo? Porque enquanto estiver vivo, você sempre terá milhares delas.  Como disse Vítor Frankl, que viveu nos campos de concentração do holocausto: "Tudo pode ser tirado do homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas - escolher sua atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho."  E não se engane, até mesmo não escolher é uma escolha e nada é pequeno, até questões como "o que vou comer hoje?" acabam decidindo e muito a longo prazo.

A questão é, ou as questões são: você assume suas decisões ou deixa passar oportunidades, "deixa a vida me levar"? Você identifica suas possibilidades para se colocar ou vai vivendo para ver no que dá? Você se organiza no tempo? Toma atitudes alinhadas com seus sonhos e valores em que acredita? É fiel a você ou só quer é agradar? Quer aprendizado ou comodidade? Escolhe por medo ou por coragem? De acordo com o que os outros esperam de você ou de acordo com o que espera de si mesmo?

Ao invés de usar o "se", precisamos assumir o papel e ter atitude no que realmente nos compete: Nossa história! E por mais que todos digam o que acham melhor, que pareça aos olhos das pessoas escolhas simples de fazer;  Por que custa tanto escolher para quem é o dono da decisão?

Fonte: Reprodução/www.tomcoelho.com
Talvez o ponto central da dúvida seja querer buscar o melhor, querer acertar.
E também, termos dificuldade de lidar com o fato que um caminho exclui outro.
Não podem várias experiências ocuparem espaço ao mesmo tempo em uma vida.
É preciso saber: "Ou isto ou aquilo. Ou aquilo ou isto.", como diz Cecília Meireles.

O pensamento e  sentimento nos fazem reconhecer o mundo e as pessoas de acordo com suas lentes e bagagens. Possuem a maestria de nos ajudar e confundir ao mesmo tempo! Com a mesma facilidade que se considera um ponto de vista, se pode mudar a visão de acordo com o ângulo. E tudo tem 3 lados, talvez até mais, quantas interpretações cabem em uma mesma situação?

Tem coisa que esbarra na ética ou no bom senso e o que é certo é certo mesmo que poucos façam, o que é errado é errado mesmo que muitos façam e ponto final. Tem coisa que simplesmente é uma bifurcação, que não há estrada mais certa ou errada. Existe simplesmente estradas e você, que olha e decide. E ai?
Fonte: Reprodução/hugolapa.wordpress.com
Porque pensamos que conhecemos os caminhos que não vivemos? Ou será que o que fazemos é idealizar ou pintar monstros da forma que nos convêm já que imaginar é bem mais simples que viver?  

Isso de pensar que sabemos da nossa história parece nos delegar um certo controle sobre a nossa existência, que buscamos ter para atenuar a angústia de certa incerteza em relação ao futuro. É claro que planejamento faz bem, mas todo planejamento não contempla tudo por melhor que seja. É um norte mas os caminhos que pensamos serão possivelmente percorridos de forma diferente da que imaginamos, a vida não cabe no pensamento e imaginação; Se coubesse que sentido faria vivê-la?

Nunca sei ou saberei exatamente do que não vivo:  como seria se fosse ou como poderá ser se for. Só tendências, só ideia... mas a vida é criação, é co-criação, é construção!

Meus caros, escolher é humano. E se errar? Também é uma escolha, por não aprender.
Porque somente erra mesmo quem não transforma as experiências em aprendizado!

Autora: Nathalia Wilke

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