3 de agosto de 2013

Os mistérios do tempo

Contemplando o infinito, o homem percebeu-se pequeno. 
Tentando compreender seu lugar no universo, criou Chronos, o tempo. 
Datado, sacramentado, registrado em cartório. 

Para expressar essa nova ordem instituiu signos. 
Surgiram as horas, os minutos os segundos. 
A vida ganhou novo sentido. 
Passado, presente e futuro. 

Assim como relógio, despertador, cronômetro, calendário...
Tudo isso para imaginarmos contê-lo, controlá-lo. 
Ampulheta, esse sim o mais sincero instrumento do tempo. 
Regressivamente nos impõe a gravidade, de haver realmente um último grão. Riscando na areia a nossa fragilidade.

Reprodução: Flickr - Fabiano Panizzi
O tempo é curioso. 
Faz-se devagar nos maus momentos, rápido quando o queremos.
E nos surpreende se revelando nas fotos que desbotam, nas cartas que amarelam, nas crianças que crescem nas rugas que aparecem nas pessoas que nunca mais vimos, nas lembranças presentes e nas já esquecidas.

O tempo é imparcial. 
Não distingue branco de negro, homem de mulher, rico de pobre.
Em pulsos anônimos, em prédios públicos, nas ruas o tempo corre, escorre pelas avenidas, pára em sinais, é captado por lentes. 

O tempo tem segredos intocáveis. 
O maior deles é que por si só não tem vida. 
Preenchê-lo é a arte capaz de fazer realizar sonhos!!! 
Reprodução: wietskelenderink via Compfight cc

Com o tempo flores se abrem, crianças descobrem o dom da vida, homens o poder de amar. As pessoas ganham a liberdade de traçar momentos no arco do tempo. 
Construir, significar, reconstruir e resignificar sua história. 

Quanto tempo você tem? 
Quanto tempo tem para ser quem deseja ser? 

Para quem se permite viver seus sonhos, tempo há!
Os ponteiros do relógio apenas demarcam numericamente a nossa passagem pelo tempo. 
Porque o tempo não passa... 

Nós é que passamos por ele!

Autora: Nathalia Wilke
Inspirado no texto de Paulo Esdras

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