25 de fevereiro de 2014

O que você pode aprender com o filme "Duas Vidas"

Essas reflexões foram feitas no ano passado, como tarefa de uma formação em liderança Coach. Hoje me deparei com ela em meio dos meus arquivos e quis compartilhar! É a respeito de um filme da Walt Disney, se você não viu e se importar de saber um pouco da história antes de assistir, não leia. 

O que aconteceria se adultos, pudéssemos encontrar conosco criança?

O filme retrata a história fictícia de um homem que quase chegando aos 40 anos se encontra com ele mesmo com 8 anos de idade. O encontro é uma surpresa para um e para outro, duas vidas completamente antagônicas. A criança não fica satisfeita com quem se tornou, o adulto precisa encarar quem era e que gostaria de esquecer.

Nós somos o que fomos, o que somos e o que seremos.  E a quem cabe decidir isso? Grande parcela cabe a nós mesmos, com cada pequena escolha diária e com as maiores decisões que fazemos na vida.

A história quer nos mostrar, de modo figurativo, que precisamos fazer às pazes com o nosso passado para que possamos viver melhor o presente e construir com ele um futuro que em nosso íntimo nós desejamos, e que nos fará realmente felizes. De uma maneira engraçada e criativa a história nos faz pensar o quanto podemos nos distanciar de nossa essência, de nossos sonhos e desejos mais autênticos em busca de um status, de padrões estéticos, adequação social, imagens e aparências. E perder o sentido do porque existimos, o que buscamos e para quê.
Fonte: Reprodução:http://dentrodarte.arteblog.com.br/

Em tese,  diz Roberto D´arte em seu blog, todo adulto tem a obrigação de ser melhor do que foi na infância e adolescência. "Esta é a suposta lei da maturidade. Na prática, no entanto, nem sempre o que se observa."

O homem adulto estava constantemente com um humor sarcástico, arrogante, desvalorizando as pessoas ao seu redor, egocêntrico e impaciente. Quando a criança de 8 anos (ele mesmo) chega, faz com que ele olhe para si e trás à tona uma série de lembranças de fatos que ainda que distantes influenciaram na construção do que o adulto se tornou. Lidar com as frustrações e perdas, entendendo com maturidade o passado, é uma forma de fazer as pazes com nossa história e seguir melhor. Isso foi o que aconteceu quando o personagem adulto vivenciou de novo seu pai o repreendendo por ter feito a mãe ir na escola quando estava doente e precisava repousar. Pela primeira vez ele analisou não com os olhos da criança, mas com a visão do adulto, que sabe se colocar no lugar do outro. Ele entendeu seu pai, não agia assim por mal, mas por medo e por não saber o que fazer e que não tinha culpa dos acontecimentos que decorreram após aquele episódio. Naquele momento ele consola a dor dele mesmo de quando era criança e perdoa o seu pai por sua forma de agir. 

Achei interessante também a forma como o filme mostra a transformação que pode ocorrer pelo amor de outra pessoa. No início, o que Ross traz dentro de si é exatamente o que vê na criança; ele a vê como fracassado porque era gordo e quer negá-lo a todo custo. Enquanto isso, a mulher que trabalha com Ross, por seu amor e encantamento com a vida vê a criança não como ela é fisicamente, mas como é internamente, valorizando isso e ressaltando o positivo.

Fonte: Reprodução/wellcorp.blogspot.com
Aos poucos o Ross adulto começa a se ver de outra maneira e resolve dialogar com o que preferia manter no passado. Neste momento inicia uma transformação interior e mergulha no auto-conhecimento, descobrindo a razão de estar conversando com sua criança, encontrar junto à ela um rumo para seu futuro que esteja alinhado com o que o  faz feliz.

No caso do filme, ao final o adulto realiza exatamente o que a criança sonhava; ser piloto, ter uma família e um cachorro. Sabemos que na nossa vida, nem sempre manteremos o mesmo sonho de criança para a vida adulta, mas o importante mesmo é o sonho conectado com a essência. Autêntico e verdadeiro o suficientes para gerar motivação de dentro para fora e prazer em construir e percorrer o caminho da vida!

Autora: Nathalia Wilke 

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