12 de março de 2014

Futebol e Política – Um paralelo

Brasileiro adora torcer, ficar na arquibancada fazendo barulho. Se o time ganha, que alegria! Se perde, cada torcedor convertido em especialista e exímio entendedor tem a sua justificativa: foi o juiz, foi o fulano, foi o técnico. Nestas circunstâncias, o verbo é solto, o juiz é ladrão, o técnico é péssimo e sobra até para as coitadas das mães. Se o time para o qual se torce ganha, não importa se foi gol roubado ou se foi jogo comprado, a vitória é comemorada da mesma forma.

Já com a política, sempre ficou na torcida mais calado, vendo o time que eles próprios escalaram para jogar. Mal, mas deixa eles lá jogando afinal política e religião não se discute não é mesmo? Não! Recentemente vimos epódios de que o brasileiro está farto, foi para as ruas, se lembrou agora de olhar mais para o time da política e deu o grito. Mas peraí, quem escalou eles para jogar na posição que estão? Os "técnicos" da politica somos nós!

Quanta indignação o time vem nos dando mas temos o poder de sair da arquibanda e assumir a escalação. Não somos torcida, somos os técnicos e, as escolhas, nao podem ser feitas leigamente. O poder é nosso, salve a "seleção", salve a nação com um voto consciente. E, assim como técnicos de futebol cobram de seus jogadores, devemos cobrar de nossos governantes. Não adianta só fazer barulho contra o time querendo que joguem o que não jogam e marquem os diferentes gols que queremos. Precisamos saber quem elegemos primeiro e depois saber cobrar de cada um nas suas respectivas posições, não que zagueiros façam gols e centro avantes que defendam o time.
Fonte: Reprodução/blog.estadao.com.br
Se eles estão jogando mal, e nós, como estamos em nossos papéis de "técnicos" e como jogamos, fazemos o que acreditamos, somos íntegros na menor das coisas? Um país se faz de pessoas e a mudança começa em cada pequena grande atitude escolhida por nós.

Autores: Nathalia Wilke e Leandro Jacques.

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