18 de dezembro de 2014

Um página, umas histórias.

Me disseram uma vez:

Viva sua vida, 
seja feliz sem medida.
Sua virtude é sua bússola,
sua intuição é guia.
Escute as pistas que te encorajam,
por detrás de ruídos que te abaixam.
Não perca tempo desejando que tudo fosse diferente,
reconheça o contexto, as pessoas e o ambiente.
Viva com dignidade, humildemente!
Se a felicidade parecer distante,
use seus dois pés e ande.

Talvez conheça quem esteja perdido, sem um sonho para alcançar ou sem buscar onde querem chegar. Para onde caminham? Para quê caminham? E caminham, ou estão no comodismo de um mesmo lugar?Esbravejando para o mundo que não os pode consolar. Culpando a política, a conjuntura, o cachorro do vizinho ou a quem queira a responsabilidade da sua felicidade terceirizar.

Às vezes o mundo intimida. Mas é a si que devem olhar para sair do lugar, para as pedras no sapato que as atrapalham de andar. Ódio, ressentimento, raiva, mágoa ou qualquer outro que as faça olhar mais para baixo ou para trás, do que para frente e para cima e ter fé de avançar. Para ir, fluir. Na realidade, alguém tem certeza exata de onde um caminho vai culminar, de todos os passos a dar, paisagens e vislumbrar, obstáculos a superar?
Fonte: Reprodução/capuchinhosbc.org.br
Quando estamos assim, talvez seja preciso parar ou reduzir.  Ao vermos alguém dessa ou outra maneira precisamos discernir. A mesma situação é ruim para um e bom para outro, possivelmente por uma simples questão de ponto de vista. Que nada mais é, que a vista de um ponto. A interpretação de mundo de alguém não te pertence, cada um sabe a lente que usa, o sapato que calça para caminhar. Quem somos nós para julgar sem os calçar?

Se a vista estiver embaçada, se  o sapato tiver areia ou pedras, quem é que pode tirar? A própria pessoa, mesmo que possa um auxílio a outros solicitar, e assim modificar a maneira de andar,  tornar mais leve o caminhar...

Mostre a sua verdade e aceite outras.
Não tente mudar as pessoas, suas verdades são a sua condição e baseiam-se em experiências únicas.
Não aponte um dedo se não quiser ter 4 apontados para você.
Saiba argumentar. Defender uma ideia não é brigar!
Abrir ao diálogo é diferente de somente falar.  
Cada um precisa seguir seu caminho e descobrir as portas que existem para passar.
E você dar o mapa não é o que vai ajudar.
Você sequer sabe exatamente de onde elas vêm e onde querem chegar.

Fonte: Reprodução/www.conversaafiada.com.br
Mostre seu caráter no exemplo, seja ético, seja íntegro. Sem exibicionismo, tenha a simplicidade de apenas ser o que acredita. Dê o grito somente se precisar. Assim é melhor para a consciência e para confiar. Quem estiver pronto para perceber entenderá.  É sutil a diferença entre ver e perceber, olhar e enxergar, ouvir e escutar.

E nesse caminho, mude quando sentir que é a hora, não para agradar alguém. Dê seus passos pelo que consegue compreender, senão pode ser que perdido fique você. Mas busque sempre avançar e se encontrar no caminhar. A sua natureza é saúde, é felicidade, é alegria, harmonia, sabedoria e bem estar.

Cada um sabe o que é ser o que é
Cada um tem o seu cada um
Tem em si um mundo
E é no mundo um.

Cada um vive o que pode
Ou se vira e se sacode.
Cada um tem sua trama
Pode escolher ser comédia, romance, aventura, drama.

Cada um tem suas razões,
embora ninguém tenha plena razão.
Cada escolha tem sua estrada.
Em cada uma, um ponto de partida,
algumas retas, curvas, bifurcações, retornos, pedágios...
e também um ponto de chegada.

Autora: Nathalia Wilke

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