2 de novembro de 2011

MetAMORfose

Era para ser apenas um resumo para equivaler a horas de estágio, mas depois de fazer achei digno adaptar para poder compartilhar com mais gente, só porque vale a pena lerem isto!!


                                                   



“A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em possuir novos olhares” Marcel Proust







Foi no mínimo curiosa a forma como fui parar no Metamorfose. Cheguei para fazer um curso num evento da faculdade mas não havia aparecido a palestrante, era sobre sobre oratória. Nisto, as organizadoras falaram para entrar na sala que quisesse. Olhei e nada tinha me chamado tanta atenção quanto o curso que havia escolhido antes. Então vi pela primeira vez “Metamorfose: exposição e experimentação de uma proposta de desenvolvimento do SER humano dentro e fora das organizações” e me pareceu uma idéia autêntica e interessante.

Haviam muitas pessoas na sala e as palestrantes colocaram uma música clássica de fundo e imagens de campos floridos antes. A começar já foi um pouco diferente do que se costuma fazer. Achei que me ensinariam como criar o desenvolvimento do ser humano dentro de empresas e fora, e para minha surpresa a palestra não falava de modelos e não se focava em apresentar resultados obtidos ou fórmulas de como conseguir uma melhora da produtividade, da assertividade, não apresentava resultados científicos, não apresentava gráficos, comparações. Ninguém parecia querer me convencer de nada, queria simplesmente me fazer sentir bem onde estava, me fazer buscar meu caminho, me fazer entender minhas escolhas, me aceitar, respeitar e conviver bem. A partir desse postura conosco, então devíamos ter a mesma postura com o próximo, desconhecido.

Então descobri que de fato, falava de como potencializar o desenvolvimento do ser humano e tentava levar uma mensagem e gestos que fossem de transformação para os presentes. E  pareciam não querer convencer, mas tenho que reconhecer que foi conduzido da forma mais convincente possível, por tocar a minha sensibilidade e das outras pessoas também, que ouviam atentamente e com olhinhos brilhando. Pensei então que a chave de como humanizar mais as pessoas e cuidar é começando de si, para assim conseguir inspirar que cada um seja um agente de transformação para o bem à sua maneira.

As criadoras do projeto são 3 pedagogas, que tem um trabalho paralelo a este projeto. Ele não tem nenhum fim lucrativo, mas é o que todas declararam se dedicar com mais paixão. E é isto que mantêm vivo o projeto. O sonho, o desejo, a fé de cada uma delas e a necessidade que encontram de fazer do mundo um lugar melhor. Em que as pessoas possam parar e olhar para si mesmas, se reconhecerem, compartilharem momentos, valorizarem coisas simples e essenciais da vida. Que por quantas vezes são deixadas de lado, e com isso nos distanciamos de nossa essência. Tentamos ser como máquinas, fazemos ações repetidas, colocamos valor prioritário em coisas erradas em muitos momentos. E as conseqüências sentimos corporalmente, socialmente, globalmente. Elas tem esta luta de humanização, de transformação e dizem que nossa vocação está aonde se cruzam as necessidades e talentos do mundo. Elas se importam de como a pessoa vive o processo profissional e pessoal, aonde se encontra e para onde querem ir. Se elas se encontram nas organizações e na vida como seres humanos, alinhadas a seus objetivos e crenças, agindo com ideais ou se tem simplesmente ido com a maré, ofuscando sua própria voz interior, seus sentimentos, seus desejos.

Devemos saber plantar, para colher. Cultivar o amor, a paz, a alegria, a fé, a paciência, a fidelidade, a aceitação, aprovação. Estar nos lugares de propósito e com propósitos. O que te faz chorar, o que te toca, o que te deixa indignado é a sua missão. Foi o que disse uma das palestrantes emocionada com a própria mensagem que nos passava e chorou.

Fizemos dinâmicas de consciência corporal, de confiança entre as pessoas, de contato corporal através do abraço. Quem esteve presente saiu realmente transformado pelo projeto metamorfose. E como foi dito na palestra tudo nasce e cresce em nós mesmos antes de existir em qualquer realidade. É preciso cuidar de nossos pensamentos, de nossas emoções, de nossos sonhos. É preciso mentalizar coisas positivas, vizualizar. Saber falar dos nossos projetos, idéias e para além disso saber também com quem falar a respeito deles. 
Tudo começa em um ponto, como neste vídeo que nos mostraram; 

A palestra passou, como tudo na vida.
Disseram-nos; Tudo passa, fica cada um, transformado pelas experiências.
Uma ação, uma palavra, um gesto, uma emoção seja como for repercurte ao redor de uma maneira que sequer podemos prever, chegando aonde nem se pensa, alcançando-se sabe-se lá aonde. Mas propaga-se. Somos assim em nossas atitudes, fazemos mover o mundo, transformamos até sem querer. Imagina se quisermos?