Essas reflexões foram feitas no ano passado, como tarefa de uma formação em liderança Coach. Hoje me deparei com ela em meio dos meus arquivos e quis compartilhar! É a respeito de um filme da Walt Disney, se você não viu e se importar de saber um pouco da história antes de assistir, não leia.
O que aconteceria se adultos, pudéssemos encontrar conosco criança?
O filme retrata a história fictícia de um homem que quase chegando aos 40 anos se encontra com ele mesmo com 8 anos de idade. O encontro é uma surpresa para um e para outro, duas vidas completamente antagônicas. A criança não fica satisfeita com quem se tornou, o adulto precisa encarar quem era e que gostaria de esquecer.
Nós somos o que fomos, o que
somos e o que seremos. E a quem cabe
decidir isso? Grande parcela cabe a nós mesmos, com cada pequena escolha diária
e com as maiores decisões que fazemos na vida.
A história quer nos mostrar, de
modo figurativo, que precisamos fazer às pazes com o nosso passado para que
possamos viver melhor o presente e construir com ele um futuro que em nosso
íntimo nós desejamos, e que nos fará realmente felizes. De uma maneira
engraçada e criativa a história nos faz pensar o quanto podemos nos distanciar
de nossa essência, de nossos sonhos e desejos mais autênticos em busca de um
status, de padrões estéticos, adequação social, imagens e aparências. E perder
o sentido do porque existimos, o que buscamos e para quê.
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| Fonte: Reprodução:http://dentrodarte.arteblog.com.br/ |
Em tese, diz Roberto D´arte em seu blog, todo adulto tem a obrigação de ser melhor do que foi na infância e adolescência. "Esta é a suposta lei da maturidade. Na prática, no entanto, nem sempre o que se observa."
O
homem adulto estava constantemente com um humor sarcástico, arrogante, desvalorizando as
pessoas ao seu redor, egocêntrico e impaciente. Quando a criança de 8 anos (ele
mesmo) chega, faz com que ele olhe para si e trás à tona uma série de
lembranças de fatos que ainda que distantes influenciaram na construção do que
o adulto se tornou. Lidar com as frustrações e perdas, entendendo com
maturidade o passado, é uma forma de fazer as pazes com nossa história e seguir melhor. Isso foi
o que aconteceu quando o personagem adulto vivenciou de novo seu pai o repreendendo
por ter feito a mãe ir na escola quando estava doente e precisava repousar.
Pela primeira vez ele analisou não com os olhos da criança, mas com a visão do
adulto, que sabe se colocar no lugar do outro. Ele entendeu seu pai, não agia
assim por mal, mas por medo e por não saber o que fazer e que não tinha culpa
dos acontecimentos que decorreram após aquele episódio. Naquele momento ele
consola a dor dele mesmo de quando era criança e perdoa o seu pai por sua forma
de agir.
Achei interessante também a forma
como o filme mostra a transformação que pode ocorrer pelo amor de outra pessoa.
No início, o que Ross traz dentro de si é exatamente o que vê na criança; ele a
vê como fracassado porque era gordo e quer negá-lo a todo custo. Enquanto isso,
a mulher que trabalha com Ross, por seu amor e encantamento com a vida vê a
criança não como ela é fisicamente, mas como é internamente, valorizando isso e
ressaltando o positivo.
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| Fonte: Reprodução/wellcorp.blogspot.com |
Aos poucos o Ross adulto começa a se ver de outra
maneira e resolve dialogar com o que preferia manter no passado. Neste momento
inicia uma transformação interior e mergulha no auto-conhecimento, descobrindo
a razão de estar conversando com sua criança, encontrar junto à ela um rumo
para seu futuro que esteja alinhado com o que o
faz feliz.
No caso do filme, ao final o
adulto realiza exatamente o que a criança sonhava; ser piloto, ter uma família
e um cachorro. Sabemos que na nossa vida, nem sempre manteremos o mesmo sonho
de criança para a vida adulta, mas o importante mesmo é o sonho conectado com a essência. Autêntico e verdadeiro o suficientes para gerar motivação de dentro para fora e prazer em construir e percorrer o caminho da vida!
Autora: Nathalia Wilke

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