18 de outubro de 2009

Historinha...


Uma garota chamada Nathalia pega um lápis e um caderno, senta em sua bancada e se põe a escrever. Ela tem um poder enorme que naquele momento concentra em sua narrativa, as suas palavras são criadoras de realidades. A sua vida é como uma peça de teatro, ela é a roterista e atriz principal. Quando descobre isso os fatos do seu dia-a-dia vem a contribuir sempre para o seu crescimento, bem-estar e felicidade, porque assim ela quer e assim faz ser. Ela dá um sorriso, o mundo lá fora está nublado, o tempo chuvoso e aqui ela está feliz, em paz com a vida e com o que ela traz.

Por Nathalia Wilke

14 de outubro de 2009

Fantasminhas camaradas x Fantasmas inúteis




Ela acreditava no medo e porque acreditava ele existia
Ela acreditava na coragem e porque acreditava ela existia

Ela acreditava em poder fazer acontecer
E ela podia fazer acontecer o que acreditava
Ela não podia sozinha mas mais gente acreditava por a ver acreditar

Ela acreditava que a vida podia ter o que criava
E criava o que acreditava que a vida podia ter

Ela acreditava no amor e porque acreditava o via
Ela o via e porque percebia mais acreditava
Quando não o via, não é que ele não existisse

Continuando a acreditar ela pode sempre encontrar o que perder de vista
Contando que não perca de vista o acreditar
Tudo há para contemplar a quem sabe que crer faz acontecer
Faz ver de bom onde ninguem consegue notar
Perceber a felicidade aonde ela se esconder

Por Nathalia Wilke

VIDA



Histórias pra contar.
Muito mais que a imaginação.
De uma vida inteira
Caminhos percorridos
de acertos e erros,
de certezas e dúvidas,
de surpresas e zelos.
Perpassando as entrelinhas do tempo.
Desafiando a lógica.
Vivendo na razão da emoção.
Aprendizados, ensinamentos...
Guardados em firmamento...
Perto a terrenos ainda não desbravados do coração.

Por Nathalia Wilke

AVENTURA


Que distante fica a certeza
Que rumos irá tomar
um risco
incerteza
arriscar?
O que me espera?
No que vai dar?
Mares, rios, cachoeiras
É como num barco entrar sem destino da chegada
Talvez belas paisagens a desfrutar
Não é o usual ser o que mão se adivinha
Surpreender as graças dessa vida
Tentar a partida sem ver a saída
Sair da rotina
Fugir o costume
Já não tento entender tudo
me atenho a viver
a velejar
Se a vida é plena poesia
vamos versejar
ao sol, ao céu, às estrelas ao luar

Por Nathalia Wilke

20 de julho de 2009

SENTIMENTOS...


Gosto de teatro mais do que de cinema. Isso por existir algo que as telas nunca conseguirão capturar em toda a sua tecnologia: Presença. É ao vivo, a cores e à essência do ser humano que se expõe a arte de interpretar. Tão humano quanto nós, que nos expomos à arte de viver sem efeitos especiais. Sem regravação. E você pode me dizer que tem roteiro e tem ensaio, eu retruco que para o dia-a-dia da vida tem planejamento, estudo e preparação. Para mim teatro tem semelhança com a vida. A situação está ali, colocando aqueles atores e atrizes à prova, e é agora.

Quantos sentimentos são provocados por um espetáculo! Alegria, ansiedade, medo, exaltação, tensão, alívio... No palco vemos também quem fica calmo, como se ninguém estivesse olhando. Ou talvez se conheça a ponto de estar tão natural que, o friozinho gostoso na barriga, aquela sensação de algo que desafia e faz mais sentir vivos, que momentos assim podem trazer, só aquela pessoa quem sabe.

De cada um presente no palco ou na platéia, transborda um sentimento especial.
São histórias que se cruzam e se juntam compondo algo maior, inesquecível.
Saem todos diferentes.

Variam os cenários, as pessoas, acontece situações planejadas, improvisos, falas e ações que surpreendem vindo fora do esperado e que se colocam para ser vivenciadas sem ensaios, exigindo a melhor postura possível. Como no palco da vida.

Tanta coisa diferente acontece, algumas me marcam e fazem pensar.

Seja em um relacionamento, um filme, uma música, um livro ou um espetáculo, o que tem mais sentido é o que toca o coração, o que alcança o que temos de mais humano, a sensibilidade. Para isso não basta simplesmente ver ou ouvir, mas entrar em contato sem ser superficialmente; perceber com alma e os sentidos. Sentimentos, isso sim é a coisa mais fina do mundo!

Um turbilhão de sensações, emoções, percepções. Tão presentes, importantes e necessárias. Naturais a ponto de se tornar imperceptíveis. E fortes a ponto se nos dominarem. Essenciais para a vida, sabem nos dizer de coisas que não vimos. Ou nos fazer crer no que não existe. Têm força de nos fazer agir e transformar.

Tão complexo falar a respeito. Expressar emoção com palavra é tarefa difícil. O dizer altera o que é dito. Só o estar feliz diz a alegria, só o sofrer diz o sofrimento. Na palavra ninguém o reconhece, ou o reconhece de forma diferente. Esta forma que já não o reconhece quem o conta.

Sentimento é aquilo que falo, falo e ainda assim não consigo explicar direito. Sentimento aquele, que mutável e versátil, mexe e remexe algo dentro de mim. Sentimento aquele, que teima em me deixar alegre quando ouço uma música bonita cantada com emoção. Revoltada com o desmazelo, miséria e falta de educação. Entusiasmada com a perspectiva de começar algo novo. Triste com a indiferença. É assim, sempre varia com a circunstância, situação, momento. Sentimento: felicidade e tormento.

Hoje eu resolvi tentar colocar ordem nos sentimentos, para deixar de ficar à mercê de suas incertezas. O pensamento e atitude também os criam, e quero os meus próprios. Não quero pura e simplesmente aceitar adotar os que expõe a mim em demasia, na tentativa que eu os abrace:

A mídia insiste em impor padrões estéticos, querendo que me sinta mal se não estiver na moda. O capitalismo consumista quer que eu consuma sem escrúpulos, e sinta que preciso disso para ser feliz. O governo parece confortável em manter uma sociedade dominadora e outra dominada, e me faz sentir pressão para me adequar ao mundo como é. As escolas educam mais para o racional, sentir é secundário. A competitividade cria "máquinas" de um suposto sucesso inventado, como se ele não fosse a felicidade de viver nos valores e na plenitude de ser humano.

Fica por vezes de lado a fragilidade da vida e nossa essência. Se reconhecer vulnerável é sinônimo de fraqueza, quando é força e humildade de reconhecer nossa condição. Tanta coisa tão fria, racional e calculista por este mundo afora.

E ainda tem o círculo social.

Tem quem ao sentir raiva e indignação, na tentativa de tirá-las de si, as esbravejam de forma negativa. Xingam a Deus e ao mundo, obtendo efeito contrário a diminuí-las, as espalhando. Distribuí a culpados que elege e cria.

Tem quem, deprimido, pinte o mundo de cinza nublado, a vida é um fardo, difícil, chata, monótona e tudo que acontece a pessoa pega os seus pincéis para tingir da cor do sentimento de tristeza. A gratidão e a felicidade ficam ali, imperceptíveis a ela, pois tudo que elas colorem, vem a pessoa com o pincel cinza. Precisa aceitar mais cores, mas enquanto isso oferece as que tem, quem quiser pinte cinza também.

Tem quem ansioso, saí do tempo real, quer viver no futuro, Opa, mas como? Estamos no presente. Sofrem. Preocupam.
E o que sente estresse? Vê um alfinete em toda interação, em toda situação. Tudo o ataca, o machuca, o cutuca. Então ele se resolve se munir de alguns alfinetes também, pode reagir aos outros ou os voltar para si.

Tem quem manipule com os sentimentos, "se você isso, eu vou sentir aquilo", "se você for assim eu serei assado". O que é diferente de expressar o que sente com uma situação, aceitando a escolha do outro e lidando com o sentimento que for.

Eu gosto de aprender com os leves, que parecem voar por tamanha singeleza que vivem. Dançam a vida no ritmo que estiver. Se adaptam, se reinventam, se flexibilizam, largam mão do desnecessário para viver. E leves que são, parecem desligados. Leves que são, têm as cabeça nas nuvens. Sonhadores. E leves que são, podem voar desprendidos.

A vida é um teatro da mente.

Dizia Mario Quintana: “Somos donos de nossos atos, mas não somos donos de nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em voo.”

Um autor que desconheço, sabiamente disse também: "Não é o amor que sustenta o relacionamento, é o modo de se relacionar que sustenta o amor!"

Eu sinto muito. Sentimento é assim a gente, sente, mesmo que reprima e tente disfarçar.

Sentimento é uma onda no mar, que passa por nós chamando para pular. Do nosso barquinho de viajantes do mar da vida, meio a eles, podemos remar. Sentimento dá emoção para a vida, nos tira do marasmo de um mar parado e sempre igual.

Organizá-los ou dominá-los? Descobri ser difícil. Mas podemos remar.

Quais atitudes te fazem ter sentimentos mais positivos?

(Nathalia Wilke)

21 de maio de 2009

20 de maio de 2009

Coração é terra que ninguém vê


Quero um amor de verdade
Amor inocente de criança
Com beijo roubado, abraço apertado
Quero um amor pra conversar
Deitar na grama para ver as estrelas
Das as mãos e ir além junto a ele
Quero um amor inesquecível
Que me valorize e compreenda
Que me acompanhe e faça planos, proteja e respeite
Quando eu estiver assim muito exigente e chata
Que tal rir, pra descontrair?
Quero histórias contadas ao ouvido
Quero beijo na chuva
Dançar junto belas canções
Numa piscina um beijo gigante
Foto romântica no horizonte
Falar que eu amo em auto-falante
Quero que seja eterno, mas antes sincero
Carta com declaração
Surpresa que alegre e dê emoção
Quero palavras ditas ao encontro de olhares
Respirar novos ares
Quero viver sem rotina
Cozinhar sem receita
Quero pirueta
Quero beijos intermináveis
Amizade, fidelidade e liberdade
Quero flores de todas as cores
Quero um amor pra vida inteira
Se não que pelo menos seja amor,
de qualquer maneira!

(Nathalia Wilke)