23 de novembro de 2010

Morar em República sem ser a federativa do Brasil...

Ei pessoal!

Obrigada pelos comentários no post anterior e pela visita!
Seguindo a sugestão da Mirza, que achei bem bacana vou falar da experiencia de morar em república um pouco e da questão da convivencia.

A não ser que você tenha optado por ser um ermitão, se isolar da sociedade e viver ilhado, conviver bem em sociedade é pré-requisito para viver dignamente e feliz. Ou seja; é extremamente necessário.
Essa parte alguém tem alguma duvida?

Em casa somos todos um tanto quanto mais protegidos. O que em certa medida é bom e permite que a gente tenha muitas facilidades, mas nos poupa ao mesmo tempo de lidar com várias situações que precisamos para amadurecer.

Morar em Republica ou dividindo um espaço proporciona diversos aprendizados, ou colocar em prática estes aprendizados. É uma experiência extremamente válida se encarada de forma positiva e tirar o que tem de bom! É conviver com diferenças, conflitos, dividir o espaço, delimitar o seu e respeitar o do outro, encarar a vida com mais responsabilidade, criar regras de convivencia, deixar outras para o bom senso ditar. Na teoria é lindo, na prática dá trabalho tanta gente nova misturada, cada um com sua personalidade, com suas peculiaridades, manias, gostos.... é como uma equipe mesmo. Tem que funcionar, e como em todo mundo tem suas qualidades e defeitos elas acabam por aparecer hora ou outra. O X da questão é tirar o bom e lapidar o ruim ... trabalhar a paciência, a tolerância, o humor e buscar soluções para os problemas ou invés de apenas identificá-los e colocar numa situação de vítima, onipotente ou ignorar a existência.
Não é fácil e quem disse que deveria ser? Mas compensa, vai para aquela bagagem interior que faz a maior diferença para lidar com as situações da vida.

Sair de casa faz termos que lidar com algumas de nossas dificuldades e encontrar amparo em aprendizados que temos, ou que acabamos por adquirir. É planejar melhor os gastos, o dia, as tarefas, é pensar a curto, médio e longo prazo. Um processo de auto-conhecimento, de gestão de tempo, de recursos, de possibilidades, do stress, prioridades, é conhecer um mundo novo, outra forma de pensar, de agir, novos estilos, novas condutas, novas regras. Mesmo que contando com companhias percebo-me tornando muito mais dona de minhas escolhas, e claro; de suas consequências...

O intercambio pode ser a hora que você além de aprender, apreende.  A retenção pela necessidade, pela busca, pelo querer e precisar aprender é a que percebo ser a mais eficaz.

Mas uma coisa é inegável, tem coisa que vem de casa, que dificilmente é uma situação nenhuma externa que molda... são o que posso chamar de ferramentas que fazem toda a diferença na orientação e tomada de decisão, úteis para saber o que fazer e principalmente como. A educação por exemplo, o saber ouvir, o pensar antes de falar se encaixa bem a todos os contextos e é bem aceita em qualquer lugar do mundo, em qualquer função, seja qual for o idioma ou cultura.

Acho que nenhuma dúvida. Ou tem?  Mesmo que seja óbvio, vale falar! Afinal, quem adivinha pensamentos? E o óbvio para mim, pode não ser para outra pessoa... assim como o contrário acontece.
(Essa frase é para lembrar uma peça chave da convivência: COMUNICAÇÃO!)

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