- Sabe, menina, dizia Einstein que a imaginação é mais importante que o conhecimento. E sabe que parece mesmo, tentam nos vender a ideia de que existem caminhos prontos nessa vida, mas guarda com você: Nossa história é única, ninguém terá todas as respostas para ela e muitas vezes o melhor a fazer é perguntar e imaginar. Conhecimento é sobre o que há para entender racionalmente e experimentar, imaginação é mais ampla, gera um novo mundo a conhecer.
- O que é a imaginação?
- Conceber alguma coisa, criá-la, fantasiá-la, inventar, traçar.- O que é a imaginação?
- E para que serve, de onde surge?
- É algo que surge do que foi vivido, lido, ouvido e processado internamente. É particular, só sua a princípio, mas que pode ficar tão, mas tão forte, que passa a ser dos outros também... que passa a poder modificar o mundo, os lugares, as pessoas.
- É bom?
- Pode ser mágica como também pode ser fonte de sentimentos desagradáveis.
-Como assim?
-Pense em um controle de televisão. Você pode escolher ver canais alegres, tristes, românticos, de suspense... há uma infinidade de possibilidades. Basta escolher qual quer dar atenção. Só que na imaginação você escolhe também o que vai acontecer. Isto é o mais incrível.
-Você tem a capacidade de criar o que quiser?
- Sim... você tem essa capacidade. De inventar histórias, músicas, personagens, enredos, cenas, roupas, tudo o que quiser... vai da criatividade... A imaginação nos transporta para os lugares mais fantásticos, para horizontes desabitados, para realidades nunca vistas.
- E ela dura quanto?
-Ela dura o quanto estamos dispostos a sonhar, a criar, também o quanto somos dispostos a não nos acomodar...
-Como assim?
- Quanto mais nos conformamos com as coisas, mais acomodamos que elas sejam como são. A gente precisa vê-las, aceitá-las e assim fazer algo para melhorar. Mas se conformamos com o que ainda não é o melhor que se pode chegar, porque haveria de ser diferente?
-Explica melhor?
- Quando dentro da gente existe uma vontade de sermos diferentes e também que o lugar que vivemos seja outro, que nem tudo seja exatamente como é, quando pensamos que existem outras possibilidades além das utilizadas e conhecidas, então nós alimentamos a imaginação.
- E de que ela se alimenta?
- Se alimenta de ideias, se alimenta de sons, de cores, formas, sabores, aromas... de tudo que você puder conceber.
- E o que eu imagino pode acontecer?
- Em alguns casos sim, outros não. Muitas vezes é uma fuga para não ver a realidade que se passa. Quando algo é muito difícil, nos refugiamos num cantinho dentro da gente. Que nos traz paz, conforto, alegria. Nos agarramos aos sentimentos que uma imaginação cria para sentir bem.
- É legal fazer isto?
- Tudo depende... se você imagina algo que te faça sentir bem e isso tenha como se realizar é uma força que te move em uma situação difícil, tediosa, nova, de incerteza. Quando o que você imagina te afasta mais da realidade e você cria ilusões para não enfrentar uma situação, não é o mais adequado. Se o objetivo de imaginar te distanciar do presente criando uma desconexão, ela passa a ser dolorosa e ruim... neste caso até muda de nome, passa a chamar expectativa, ilusão, fuga...
- E como faz para ela ser boa?
- Seus sentimentos vão saber lhe dizer isto muito bem. O melhor termômetro está no seu coração, Você sabe exatamente pela maneira que se sente se algo lhe agrada ou desagrada, é preciso seguir esta orientação tão única, palavras não são capazes de traduzir certas sensações, explicações não as cabem. Mas no íntimo sabemos fazer uma leitura pessoal.
-Todo mundo imagina?
- Uns mais outros menos. Uns se permitem, outros acham que é coisa de criança. Uns redirecionam a vida por ela, uns ganham dinheiro, outros ganham saúde. Uns usam para o mal, outros preferem não arriscar por falta de confiança e ainda têm os que imaginam tanto que não fazem nada.
-E isto é ruim, imaginar muito?
- A ação e o pensamento são interligados e tudo na vida é buscar equilibrar... a gente não pode só viver sem sonhar e imaginar. A ação deve ter uma força por trás, uma modulação e não pode ser vazia de sentido, de significado, de imagem interna. Mas também não pode se prender ao mundo os pensamentos, sonhos, idealizações, expectativas e planejamentos e esquecer de realizar. Nada deve ser demais ou de menos nesta vida...
Tudo é criar, executar e recriar, a forma de ser e viver. Pense em um caminho para a vida. Vai ser diferente. Não importa o quanto a gente planeje, vai ser de outro
jeito. Pode ser próximo, mas haverá o imprevisto para lidar. Para ensinar, para mostrar o que é preciso aprender, modificar, adaptar. Viver não cabe na imaginação. Mas a imaginação cabe na vida! A imaginação a alarga, redimensiona, cria nova perspectiva.
Um pé no chão, outro no ar e assim se vai caminhando, no equilíbrio entre o que é e o sonho do que poderá vir a ser. Percursos individuais somam ao coletivos coletivos, tácitos aos explícitos. Um emaranhado de histórias e ideias se mesclam, complementam, questionam, reconstroem, transformam seres e espaços.
Os percursos são gerais, os caminhos também. A bússola é interna! Imaginar ações e agir, uma combinação que se equilibra. Você se projeta e conscientemente age de forma organizada rumo a um objetivo. Você imagina e realiza. Realiza e reimagina, planeja. Determina rumo para chegar onde se quer, que no final pode não ser o que esperava. Por fim, a você desejo um bom caminho e que se encontre no caminhar!
"A imaginação fica dentro da cabeça,
ResponderExcluirCom ela a gente faz o que bem quer,
Com ela eu olho pra dentro de mim,
Vejo coisas lindas, vejo o que eu quiser!!"
Bjs!!!
Olá ॐ Nαтн,de acordo com sua questão a resposta torna-se mais completa se estabelecermos qual oa função da Psicomotricidade e da Psicologia do Esporte.
ResponderExcluirA psicomotricidade pode ser definida como a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo.
A psicologia do esporte estuda o comportamento humano dentro do contexto esportivo
A psicomotricidade está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. É sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o afeto.
Psicomotricidade, portanto, é um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito, cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização.
Já a Psicologia do Esporte estuda os fatores que influenciam e são influenciados no contexto esportivo especificamente.
O Psicomotricista
É o profissional da área de saúde e educação que pesquisa, avalia, previne e trata do Homem na aquisição, no desenvolvimento e nos transtornos da integração somato-psíquica e da retrôgenese.
Quais são suas áreas de atuação?
Na psicomotricidade as áreas são: Educação, Clínica, Consultoria, Supervisão, e Pesquisa.
No caso da Psicologia do Esporte as práticas de atividade física visam ou deveriam visar a saúde dos praticantes como meta principal (esporte escolar, reabilitação e lazer), a concatenação da intervenção psicológica com a prática em si parece fácil e natural. No caso do esporte de rendimento esta conjunção não é tão simples assim.
Qual a clientela atendida?
Na psicomotricidade:
Crianças em fase de desenvolvimento; bebês de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; família e a 3ª idade.
Mercado de trabalho: Creches; escolas; escolas especiais; clínicas multidisciplinares; consultórios; clínicas geriátricas; postos de saúde; hospitais; empresas.
Na psicologia do Esporte:
Falando um pouco sobre as áreas de atuação do psicólogo do esporte, são elas:
- Esporte escolar: visa a análise e compreensão dos processos de ensino, formação e educação da criança. O psicólogo funciona como um mediador na relação e interação professor/aluno/pais;
- Esporte recreativo ou de tempo livre: busca o estudo e intervenção sobre a prática de atividades físicas desenvolvidas em tempo livre, visando à análise do comportamento recreativo dos grupos de diferentes faixas etárias;
- Esporte de alto rendimento: visa basicamente a atuação sobre os fatores que influenciam diretamente na questão da performance e desempenho do atleta e/ou equipe. Cabe ao Psicólogo observar as condições institucionais, grupais e individuais;
- Projetos Sociais: é necessário conhecer as questões culturais da instituição, para que se possa avaliar e desenvolver noções básicas de cidadania, dentro da demanda da instituição.
-Reabilitação: é voltada para a prática de atividade física esportiva para indivíduos com certas limitações (ex: atleta lesionado). Tem como finalidade principal, a promoção da saúde do indivíduo.
A idéia é proporcionar na Psicologia do Esporte a regulação psíquica do indivíduo através da conduta esportiva; enquanto que na Psicomotricidade o enfoque é a saúde dos praticantes como meta principal com publicos distintos para cada segmento.
Espero tê-la ajudado em suas dúvidas.
Boas festas e obrigada pela participação no NUPSEA.
Att.
Eliane
Oi Eliane!!
ResponderExcluirCom certeza que ajudou!
O conteúdo da sua mensagem ficou muito completo, rico de informações e interessante!
Muito obrigada pela resposta.
Volte sempre e feliz 2011 :)
Um pouquinho atrasado... hehe