15 de abril de 2011

Com vocês....


Vocês mesmos!!! 



Olhe para si...
Pegue um espelho e lá está a sua maior barreira...Esta é a pessoa responsável pela sua felicidade. Esta é a pessoa que pode facilitar ou dificultar o seu crescimento. Esta é a pessoa que pode fazer escolhas que tem maior pode de decisão sobre sua vida... está é você! Reconhece?

Objeto transicional


Filha, usa esta manta em casa antes de viajar para Portugal e leva com você...
Porque já usar?
Ah, para você sentir um conforto quando tiver lá de estar com algo que lembra sua casinha.

Mãe pode não saber explicar cientificamente mas entende das coisas mais do que se imagina... 
Segundo minhas aulas de psicologia este é o chamado objeto transicional.
Todos nós acabamos tendo em nossa vida.
Seja o brinquedo que o acompanhava de um lado para outro na infância, almofada (né Matheus?) O que explica isso é que um pedaço do mundo precisa ser possuído criativamente, sendo importante ter o poder de posicioná-lo como quiser e entender. E  para ajudar a lidar com a estranheza e perda de sentido de si que a mudança de ambiente pode provocar.
Quando crescemos pode ser que seja seus pertences que quando sai de casa precisam estar com você para que se sinta bem... seja um lugar que funciona como espaço transiocional, um canto para chamar de seu como se diz comumente. Todos nós temos espaços transicionais que fazem parte do nosso cotidiano e nos permitem suportar a passagem pelos mais diversos espaços do mundo.
A pessoa amplia o espaço de seu mundo, na medida em que consegue transformar o não familiar em familiar.

Mãe na Europa!


Imagine-se com a sensação de estar carregando um bloco de concreto e de repente você vai poder ter um alívio desse peso todo... é por ai que imagino a vinda da minha mãe...
Preciso dizer que estou super feliz? Para além disso com saudades e ansiosa e meia! :P
Como diz a canção... “(...)quando você chegar eu quero te mostrar a minha alegria, então meu coração vai poder descansar!” 

7 de abril de 2011

O Discurso do Rei (King Speach)

Atenção. Se você não assistiu fica a seu critério ler ou não mas saiba que revela partes da história!

O Discurso do Rei, é uma trama que mostra que os nobres são gente como a gente e que não se centra em específico em um contexto político mas nas questões que são vividas por um importante ator social ingles. Em um período de instabilidade frente a segunda guerra o monarca deve combater primeiro as suas próprias dificuldades para conseguir transmitir apoio e tranquilidade à nação. Como esse é um filme de visão intimista, a política é reduzida ao básico, apenas para dar tom à trama. A questão central é George falar à nação e, com sua voz poder ajudar os ingleses a superar um período conturbado e sobreviver à guerra que se avizinha.

O filme “O discurso do rei” foi nomeado para 12 Óscares pela “Academy Awards” em 2010. Ele retrata a história verídica de um rei que luta para combater um inimigo invisível que atormenta mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo pesquisas: A gaguez.

A Gaguez caracteriza-se, sobretudo por alterações ao nível do ato motor inerente à falta, ou seja, por interrupções no discurso que impossibilitam o sujeito de dizer o que quer e quando quer, e traduzem-se muitas vezes em situações de embaraço e de frustração.

O personagem tentou diversos métodos para superar seu problema, mas nada funcionou. Sua mulher, descobre um sujeito australiano com métodos nada ortodoxos. Então tenta convencer George a ir a uma consulta. Para quem já tentou falar com a boca cheia de bolas de gude, tomar remédios diversos e não obter resultados satisfatórios a ideia tornou-se concebível. Apesar de certa descrença inicial na melhora o personagem encara sua dificuldade e tenta buscar a solução em um novo tratamento, motivado pela mulher.

Na primeira sessão, o terapeuta faz uma abordagem nada parecida com o que George se habituou e o olha como ser humano, sem distanciamentos por papéis sociais, estabelece regras em seu próprio espaço, pede que eles se chamem pelos seus nomes próprios, quebrando a etiqueta real. Ele convence o cliente a ler um monólogo de Hamlet enquanto ouve música, sem escutar sua própria voz e grava a leitura num disco de vinil. George sente uma recusa em aceitar a forma de tratamento e resistência ao novo molde proposto, vai embora convencido que havia gaguejado o tempo todo, deixa o consultório irritado. Logue oferece-lhe a gravação como lembrança e quando ele a escuta se surpreende consigo mesmo e adquire maior confiança e vontade de dar prosseguimento ao tratamento.

Ele regressa ao consultório de Logue e trabalham juntos em relaxamento de músculos e controle respiratório, enquanto simultaneamente procuram a origem psicológica de sua gagueira. O Príncipe revela alguns dos seus traumas de infância: a severidade de pai, a repressão por ser canhoto, o doloroso tratamento de seu joelho valgo, uma babá que preferia seu irmão mais velho e que o beliscava para fazê-lo chorar e ser repreendido pelos pais, e a morte de seu irmão mais novo. Enquanto o tratamento progride, os dois vão se tornando amigos e confidentes.

O irmão mais velho, David sobe ao trono após a morte do pai e se torna, por um breve período o rei. Mas ele abre mão do trono para ficar com a amada, o que obriga Albert a aceitar a coroa. O nobre cuja gagueira torna-se um empecilho toda a vez que ele vai se dirigir à nação tem um grande desafio, pois se em tempos de paz isso já seria um problema, em tempos de crise era determinante conseguir se expressar bem.

Foi com a ajuda do terapeuta Lionel Logue que ele aprendeu a superar seu problema, mas não imediatamente - ele teve que, aos poucos, enfrentar seus fantasmas do passado. Fica evidente que a gagueira de Albert está relacionada com sua história de vida e sua maneira de lidar com as situações que ficou internalizada por suas experiências. Ele precisou se reinventar e reaprender sobre si mesmo para conseguir organizar melhor a sua relação com o mundo, vencer as barreiras internas que impediam o seu próprio bem estar. Com o passar do tempo, por suas reflexões, seu esforço e determinação ele reconquista a sua auto-estima, auto-confiança e também admiração e respeito pelas pessoas que vêem a sua luta e a sua vitória.

Atualmente para diversos problemas a solução buscada é baseada em fármacos e a cultura do imediatismo faz com que seja tratada a sintomatologia ou que se tente agir somente sobre ela. Porém o necessário é buscar a origem dos problemas, quaisquer forem eles e tratar no âmago da questão. Para diferentes problemas ou transtornos a resolução não passa pela cura rápida, e não existe uma poção mágica que salvará. Mágica sem ilusão não existe. Os medicamentos podem sim em caso de necessidade ser para diversas patologias uma amenização no entanto o ser humano deve ser avaliado não somente como um sistema biológico mas como um ser bio-psico-social. A contemplação do indivíduo como ser integral, visto com abrangência e levando em consideração tanto sua história de vida como comportamentos é primordial para intervenções que visem melhoras e manutenção da saúde física e psíquica.

...


O pensamento transcende a simbolização. O sentir é particular a ponto de palavras não o poderem expressá-lo. O coração nos coloca em caminhos que confundem a razão, mistura-se e confronta a ela. E no final qual o caminho na vida ???  É viver ou aprender sobre a vida? Dá para conciliar os dois... mas a sabedoria, está reside na experiência de ir atrás de seus próprio caminho ao invés de seguir um pronto. E o ponto de chegada é algo que de fato não existe a trajetória em si é o destino, o valor e a razão do ser.

5 de abril de 2011

Reivente-se

Recomeçar sempre ou permanecer absorvidos pelas mesmas imagens e impressões que a vida nos apresenta? Esta é uma questão fundamental que vos apresento. E tão fundamental é a coragem de saber que a estrada vai além do que se vê... Quanta vida espera por ser vivida a cada nova manhã? Quantas flores a serem plantadas e outras florescendo prontas a colher? Quantas surpresas, sorrisos, quantos abraços, amigos, amores, quantas canções, quantas paisagens, emoções. Há que desvendar os mistérios da vida e aceitar que é mesmo assim a condição de ser humano... não saber para descobrir, para então achar que sabe alguma coisa e no final entender que sabe de fato pouco sobre a sua existência, sobre as pessoas e o mundo. E se doar quantas vezes for preciso à aventura de explorar, de descobrir, de se perder, de se reestruturar, adaptar, de viver, de conviver... e encontrar seus motivos, motivações... pois se nem todo mundo tem razão cada um tem as suas... e só este enredo já dá uma boa história para quais personagens queiram integrar uma história. O palco é a vida, os sentimentos são os diretores, e a autoria está com a razão, que hora ou outra delega para a emoção e as duas juntas avançam com a vida... é inédito... imperdível... mas é recomendado ao espetáculo que não só assista como também entre em cena!

2 de abril de 2011

Carta para mim mesma (agora aberta a vocês!)

Eu não sei exatamente por onde começar
Mesmo assim quero ir em frente
Sinto que a muito não escrevo uma carta
Sabe, eu preciso estar em contato comigo
Preciso de uma força interna grande
Para enfrentar o que vivo
Sei que tem gente que me ama
Talvez muitos distantes geograficamente ...
Perto gostaria de saber
Agora me sinto sozinha
Sozinha, fraca, desprotegida, na rua.
Me encontro na solidão com meu eu
Na minha fraqueza, força.
Na minha fé, proteção.
E no amor um abrigo.
Sabe, na verdade eu sempre estive assim
Eu talvez me apeguei a ilusões para preencher um vazio da existência com alguma coisa que me reconfortasse.
Quando a chuva passa o tempo começa a abrir.
E todo o tempo eu me lembro quem eu sou.
Sou alegre, feliz e forte
Tenho saúde e muita sorte
Eu tenho sim defeitos.
E quem neste mundo é perfeito?
Mas não os acho grandes
Melhores são meus valores e maiores.
Se questionar em um momento que o coração está em pedaços é querer juntar os caquinhos de uma existência passada.... Passada e presente em mim.
Agora frágil, quebrada.
Os tenho nas mãos, todos os pedacinhos para agora modelar de outra forma.
Sabe, não vai ser fácil recomeçar a vida, mas a boa notícia é que ela continua e ainda tem com certeza boas cenas pela frente.
Basta acreditar.
Do que era fraco surge algo mais forte.
O que caiu por água abaixo é para construir melhor.
Em outro terreno? Outro cenário? Aonde? Como?
Mas as estruturas eu sei que serão mais sólidas.
O cuidado e a atenção também
Principalmente comigo, meu amor próprio
Este me salva das incertezas deste mundo.
Eu ficarei bem, eu seguirei meu caminho,
Luz, proteção, bençãos.
Conto com isto e CORAGEM!
A vida tem mesmo desafios e vale a pena mesmo com dificuldades.
Dizia meu avô para mim...
"Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu...
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida e não viveu..."
(Francisco Otaviano, que não é meu avô)