6 de dezembro de 2010

Porque Educação Física?


Eu não estou escrevendo isto de Portugal, só editei algumas partes para postar... mas fiz este texto uma vez no Brasil e resolvi compartilhar porque é atual mesmo assim e acho legal!


Com 10 meses e 12 dias eu andei pela primeira vez. Mas não foi a minha primeira experiência com o movimento. Acho difícil desvincular a vida ao movimento, a ação é o principio da vida. O que não move não conhece, não experimenta, não muda, não vive.  

Sempre gostei de esportes, atividades físicas e movimento. 
Estava sempre presente nos momentos de lazer com meus amigos atividades de correr, nadar, pular, jogar... 
Gostava de rabiscar o chão da área aberta do apartamento com giz fazendo trajetos que deviam ser percorridos cronometrando o tempo e cheio de quadradinhos em que cada um correspondia a alguma tarefa a ser feita para dar continuidade ao jogo. De andar de patins, bicicleta, skate (sim, e ainda tenho na pele lembranças disso mas como era bom! ) Polícia e ladrão era das preferidas e era utilizando todo o espaço possível do prédio e mais alguns que acabavam sendo descobertos como acessíveis por exploração. 
Convivia muito com meu irmão e 2 de meus primos, para formar jogo de futebol eu sempre era escalada, assim como na escola depois também para jogar com os meninos já que eu conseguia pela experiência com os primos me virar bem nessa situação. Meu padrinho tinha cavalos e eu sonhava com o dia que ia pro Haras para cavalgar, era um momento mágico. Gostava de ir por todo canto da casa (não só minha mas dos meus vizinhos e amigos também) com um bloco de anotações, uma caneta, uma pochete, um binóculo indo nos lugares mais inesperados e me sentindo uma espiã a desvendar sobre o mundo! Anotava tudo que fazia o irmão e meu vizinho. Enquanto eles anotavam tudo que eu fazia e minha amiga (e vizinha) éramos grupos “rivais” com o objetivo (que até então não sabíamos bem) de nos divertir! Quando era descoberta corria pra sede do clube de espionagem (era uma cabana com cadeiras, colchas, toalha, lençol... essas coisas que minha mãe tentava manter limpas e tinha até nome este clube construído com as próprias mãos; CENE ) 
Detestava quando meu irmão jogava vídeo-game e meus pais assistiam televisão porque não me cansava de brincar e queria mais gente participando. 
Com minhas primas jogava pare-bola, 5 marias, gostava de nadar e fazer correnteza na piscina, de pegador de quatro cantos, rebater, pic-esconde. No primeiro lugar onde estudei (Santa Maria) minha experiência com a educação física era por atividades que a própria “tia” da turma dava.. Lembro que íamos sempre andar no bosque que tem lá e podíamos brincar livres no parquinho, que em momentos especiais (festa junina, dia das mães, pais, formatura) era organizado geralmente alguma dança, ou então coral, mural. De vez em quando íamos para a piscina do colégio, este era o evento mais esperado. O colégio era muito grande e andávamos bastante nos deslocamentos de um lugar a outro.Brincávamos muito de brincadeiras de roda; corre-cotia. Na escola era mais quietinha, muitas vezes considerada como tímida e nestas atividades me soltava mais. No meu prédio, na casa dos amigos, parentes era encontrada no corrimão das escadas, escorregando degraus, descendo com lona ou plástico nos barrancos de grama, pulando muros, janelas, escalando móveis, dentro de armários, passando por debaixo de grades, de arames. Geralmente com o joelho ralado e com um sorriso no rosto. Entrei na natação em 1994 e é um esporte que sempre pratico desde então e que gosto bastante. Já participei de competições em Belo Horizonte e interior de Minas e um momento marcante para mim neste esporte foi atravessar 3000 m a nado na Lagoa dos Ingleses. 

No meu segundo colégio, ISGM, lembro que meu professor de educação física chamava Levindo e que brincávamos muito de pular corda, queimada, futebol, corrida, pneu, pegador. Nesta época fiz capoeira após as aulas com um professor ótimo, Fred. Até hoje ele trabalha com isso e ano passado ao iniciar meus estudos em educação física tive contato com ele indo visitar uma escolinha em que ensina atualmente (ainda melhor do que na minha época). No Magnum os professores passaram pelos mais diversos esportes com os alunos. Cada semana era um diferente, lá o incentivo ao esporte é muito grande, tem equipes para quem se destaca ou tem vontade de especializar em uma modalidade, olimpíadas, mini-copa e no ensino médio e pré vestibular a educação física continua a existir para os alunos, contribuindo muito para amenizar a tensão de acúmulo de matérias que este período acaba por gerar.    

Já me aventurei a conhecer ainda que de forma restrita a apenas aula experimental em alguns casos: Vôlei, Equitação, Pilates, Hatha Yoga, Basquete, Tênis, Jump, Tango, Samba, Bolero, Soltinho, Handball, Forró, Jazz, Dança do Ventre, Capoeira, Jiu-jitsu, Futsal, Taekendo, Musculação, West Coast Swing, Zouk, Salsa, Ballet, Circo...Talvez tenha até me esquecido de algum. Agora posso até dizer Windsurf, Vela, Surf, Canoagem e Mergulho. Em breve minha lista vai conter também Sky e Snowboarding, uhul

Creio que minha faculdade do Brasil me da uma base de formação muito boa para atuar e mais que isso, ensina que não basta este conhecimento mas a postura e intervenção profissional. O olhar humano para o cliente, perceber as suas necessidades e o conhecimento técnico unidos é que formam um profissional qualificado. Tenho vontade de ser um dia professora de faculdade, gosto dessa área de docência. Também da aréa mais da saúde, da relação do movimento com processos cognitivos...  Não tenho definido para mim o que exatamente quero seguir dentro da educação física mas que eu seja boa naquilo a que me dedicar acho essencial. Procuro me empenhar em tudo que faço, até porque isto faz parte da responsabilidade profissional; saber de uma forma amplas as possibilidades do ramo e entender mais do que o leigo sabe. 

Tenho muito a agradecer aos professores que até então na minha trajetória tem se dedicado e doado a sua experiência e relatos como forma de me fazer crescer e aos colegas de profissão e de curso que mais experientes compartilham uma visão que já alcançaram com a maturidade e me fazem sempre reavaliar como é minha postura como acadêmica e sendo necessário corrigir rumos. Exemplo concreto: Já foram três as pessoas que me falaram; quando você estiver fazendo alguma matéria, mesmo que na hora você pense que não vai te servir pra nada tudo aquilo que o professor está te ensinando, que não é a sua, que não interessa tanto... se dedique! Procure aprender, anotar, assimilar o que ele tem pra te passar, por mais que você não compreenda na hora o porque daquilo, o conhecimento nunca é demais e pode (com quase certeza) vai chegar a hora que você vai fazer uso do que aprendeu e perceber que não foi àtoa, que se está na grade tem um porque e que toda experiência é válida. Curioso é que destas pessoas algumas relataram que não tiveram alguém para ter esse papo com elas e que como gostariam de ter tido estavam fazendo isso por alguém que ainda estava iniciando o curso, como que abrindo meus olhos, despertando para essa verdade. 

Tenho me dedicado e procurado ser assim, sabendo que não sou perfeita, que tenho limitações eu procuro dar o meu melhor. Reconheço que por mais que aprenda sempre tenho algo mais pra saber de novo todos os dias, o principio da sabedoria é a humildade.
Tenho a expectativa de continuar a aprender muito durante durante o curso e com esta experiência diferencial de fazer um intercâmbio. Acho primordial ser feliz e quero muito isto na minha profissão além é claro de ter um bom retorno financeiro, isto como conseqüência de um trabalho de qualidade e feito com gosto.

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