8 de agosto de 2017

Ninguém viveu você

Quantas vezes somos vistos de forma superficial, por olhares apressados?
Quantas vezes recebemos palavras atravessadas, que nos alcançam sem perceber nosso sentido? Há momentos em que somos avaliados precariamente, sem saber como chegamos onde estamos. Você deve saber disso.

Criamos máscaras para atender expectativas nossas e dos outros.
Armaduras para nos proteger do sofrimento e tentar esconder as vulnerabilidades.
Criamos crenças de percepções nem sempre refinadas da vida e das situações.
Por medo corremos o risco de nos afastarmos da essência, para sobreviver. No fundo algo em nós grita que isso é pouco, que podemos viver extraordinariamente. Fazemos nossas escolhas misturando tanta coisa e criamos uma vida e relações que ressoam nosso interior. E como ele está?

Já teve momentos em que você pensou que a vida é mais, que pulsa em você a possibilidade de muitas realizações? Esse incômodo te inquieta?
Quantas vezes você enfrentou o medo, superou o desafio, passou de fase, disse o que precisava, aprendeu o que tinha dificuldade?
Que achou ter chegado ao limite e descobriu poder mais?
Ninguém sabe completamente o que viveu;
Só você sentiu seus medos e viveu suas coragens.
Só você chorou escondido, venceu a si mesmo em silêncio.
Ninguém mais viveu você.

Ao encontrar desafios, obstáculos e barreiras, faça com um rio, aprofunde.
Quem pode se conhecer mais do que você para encontrar seus caminhos?
Quem é a pessoa que comanda a sua vida?
Quem é você, que comanda a sua vida?
Como está sua bússola interna?
  
O que sabe sobre como utilizar melhor o seu potencial para isso? O quanto se conhece para construir sua autonomia, para criar sua experiência, para se libertar das armadilhas da sua mente e assumir o controle da sua existência? Não importa qual o seu objetivo, ele passa pelo seu desenvolvimento. Seja financeiro, seja amoroso, seja profissional.... 


Tem gente que nos rouba de nós mesmos, tem gente que nos devolve. 

Nathalia Wilke

1 de fevereiro de 2017

Sobre escutar o coração

Se a vida jogar seus dados e a cabeça enxergar restritas alternativas, pergunte ao seu coração. Ele é astuto e sabe até como fazer as mesmas coisas de forma diferente.

Quando a vida cobrar, talvez ela não veja seus bastidores, o quanto você perdeu o sono, do que abriu mão, do esforço empreendido. Talvez ela pegue no ponto que você falhou, no que precisa melhorar. Um detalhe basta para ela mandar sua conta, alta!

Pergunte ao seu coração do seu valor, ele saberá reconhecer. Ele vai te dar forças para persistir lutando, para continuar no caminho. Ele te sabe imperfeito e te quer aprendiz. Enquanto a mente pode facilmente bater junto com o mundo ou mesmo mais forte, pois do lado de dentro se você permitir. Mas o coração vai te proteger e te dar serenidade e centramento para acalmá-la e colocá-la a seu favor.

O coração fala alto no silêncio, sobre paz. A mente, nos avalia e julga em um silêncio barulhento. O coração só quer ser, está aqui, presente, vivo, batendo na porta e querendo falar conosco. O coração nos pede coragem. A mente desconfia, planta medos, imagina cenários e sai por ai, para o passado ou futuro. O coração sabe que o agora é o único lugar que você pode estar e exatamente o que precisa.

E que é só a partir de reconhecer e aceitar esse ponto que você caminha ...


20 de agosto de 2015

Investimentos

Quando nasci e ganhei uma conta em um Banco Especial. Não precisei pedir, acharam de bem que tivesse, basta ser humana para ter a sua por direito adquirido. Você recebe cedo para praticar o quanto antes como movimentá-la. Quando pouco maduro ainda se há pouco domínio de como investir, mas a gente cresce e aprende um pouco melhor. A questão é que o mercado pode ter variações bruscas, é dinâmico, exige atenção, é preciso focar nos investimentos mais importantes para a gente e desenvolver determinado tipo de inteligência cuja importância a sociedade ainda tem muito a aprender.

Não estamos falando de qualquer valor, o que contabiliza nessa conta emocional é diferenciado de todo bem material. Hoje cedo contabilizei para o meu saldo um beijo, um abraço, um sorriso e um carinho, comecei no verde. Ontem deixei no vermelho com um pensamento ruim, um medo e lágrima. Mesmo com muito investimento, naquele momento fiquei no vermelho, cai no especial, somou-se juros à sensação. Mas tudo já foi coberto por ter investido em valores e logo o resgate do que faz bem foi aplicado e o saldo normalizado.

Fonte: Reprodução/habilidadesdeinteraccionuvmtuxtla.blogspot.com
Tem o que não vale investir pelo custo-benefício, mas mesmo assim há quem insista em deixar no débito automático do ressentimento, que com frequência deixa vermelho no nosso saldo emocional. É importante cancelar e partir para investimentos mais assertivos.

Existem falsos investimentos, você apela aos valores monetários do consumismo desnecessário, exagera no álcool, excede na euforia e depois percebe que o envelope foi colocado vazio endereçado a você, parece que iria aumentar o saldo, por uns instantes você sente verde mas no final das contas, o depósito realizado não caiu na conta, não havia nada que pudesse contabilizar no seu saldo por ali.

Minha conta tem o saldo do que deposito ou depositam para mim quando aceito. Tem o que entra na conta em retribuição pelo que tenho feito e os afetos, sorrisos e gentilezas gratuitas. Assim como gratuitamente também podem tentar saquear do meu saldo por meio uma falta de educação gratuita, uma cara fechada ou desrespeito qualquer. Procuro não aceitar esses, ainda que as vezes seja complicada essa administração.

Fonte: Reprodução/aventurasmentais.wordpress.com
Não sei a quantidade a ser depositada diariamente e nem mesmo quanto tentarão saquear da minha conta emocional, é sempre surpresa. Tem afeto que confio, tem o que é solidário que aplica seus valores para me deixar no verde sem esperar que retribua da mesma maneira, como o caso dos pais. Seu retorno de investimento é nos ver bem. Tem amigos, que hora nos ajudam a equilibrar, hora nos solicitam auxílio e estabelecemos uma parceria por acreditar que seus valores vão render uma relação saudável, uma amizade duradoura e leal. Tem os que investem sem querer, por seu jeito de ser, os que por distração ou desconhecimento, sem intenção saqueiam.

Sei que a lógica desse banco é que quando quanto se aprende a investir mais e melhor, todos tendem a ganham.

Autora: Nathalia Wilke

16 de junho de 2015

Dança comigo essa vida?

Nas (an)danças da vida,
Eu, você, uma música, umas danças
Assim nos (re)conhecemos, na expressão do gesto e silêncio
Nos entendemos em um toque, um sorriso, um olhar
Só depois do frio na barriga vieram as palavras;
Narrativa e entorno para viver o que se sente

Quero levar o encanto da primeira noite
Levar uma vida de dança com você
Cada um com seu passo, num mesmo compasso
Na sintonia de uma música, cada um no seu espaço
Que se mistura, se alterna e amplia o do outro


Te sinto, te vejo, te ouço por onde vai e seu ritmo
Pode ser que a música aquiete ou agite
Pode ser que a gente vire, que gire, que fique
Por confiar hei de ir, pois cabe nós dois juntos no salão
Dentro da sua dança cabe a minha e da minha cabe a sua.

Não sei a próxima música, seu ou meu próximo passo.
Sei que seus braços me envolvem e sinto a liberdade.
Os olhares se cruzam e brilham felizes.
E a cada inspirar, cabe uma inspiração.
A cada batida do coração, mais vida.

E vamos conscientes do momento, fluindo em harmonia. Nossa vida é dança quando estamos juntos. Nossa dança é leve. O ritmo vai fácil, os passos se ajustam e a vida movimenta feliz. Por onde for quero continuar ao seu lado, de mãos dadas, ser seu par.

Autora: Nathalia Wilke

23 de maio de 2015

Palavras, pequenas? Palavras, apenas?

Palavras precedem ações, palavras moldam gestos e criam realidades.
As que dizemos a nós e as que dizemos aos outros.

Conferem motivação, significado e propósito.
Palavras evocam sentimentos e os expressam.
Destrincham contextos, abrem a mente, convidam à reflexão.
Palavras evidenciam alternativas, caminhos, possibilidades.
Palavras unem mundos distantes.
Palavras acessam o invisível e nos fazem penetrar em um universo não tácito.
Palavras são combinações que definem caminhos, tarefas, relações.
Enquanto o corpo veste roupas a alma se reveste em palavras e silêncios.
Que dizem de um lugar onde ninguém mais viveu.

Fonte: Reprodução/www.escrevologoexisto.com


Palavras são flechas e flores.
São ferramentas e tratores.
Edificam e desmoronam.
Palavras acalmam e desquietam, alegram e entristecem.
Palavras dão perspectiva e roubam o chão.
Encorajam e amedrontam, ameaçam e dão segurança.

Palavras transparecem intenções, mas legitimam e sustentam na ação.
Assim sendo, são gigantes. Se não, são apenas palavras. Em vão.

19 de maio de 2015

Uma Zona

Há uma vida que passa enquanto o ônibus não.
Há uma energia que pára no trânsito.
Um ânimo que esvai em fumaça pelo escapamento.
Ônibus lotado, a cabeça cheia, o ambiente abarrotado de corpos cuja a mente divaga em outro lugar: No final de semana, no brilho dos smartphones, nos sonhos do sono de quem por sorte se sentou e no caos ainda dormiu.

Há uma ansiedade de ir ao perto que ficou distante.
Ali de mineiro já virou lá.
Pés frios de chuva, cabeça ardendo em perguntas.
Qual o caminho? Que desvio é esse em que entramos? Onde é o retorno?
Já não sei onde vou, quando parada e como sardinha vejo o mundo passar numa janelinha.
A respirar um ar que está longe de inspirar. A ver zumbis.
Qual o sentido de viver assim?
Fonte: Reprodução/Revista Chilena Planeo nº 21
Faróis brilham ofuscando pessoas, fechadas e sozinhas em seu individualismo.
Mas ainda restou gentileza, de repente alguém oferece para segurar a bolsa.
E é sempre algum gesto que carrega a esperança de que a humanidade está por ai.
Sem convite, apareça mais vezes. É sempre um prazer!

Em algum lugar, alguém com a bunda na cadeira toma decisões que (acha) não lhe impactam. Nossa casa é a mesma, mas não estou tão a vontade. Esqueceram que mora mais gente. E nós, pensionistas de nossas casas e "apertamentos", saímos para o mundo e vivemos o resultado de escolhas malfeitas. Esqueceram que mora mais gente aqui. Estruturas sem planejamento, contextos criados de descaso e da verba que molhou a mão de muitos, que mesmo havendo tanto mundo do lado de fora conseguiram se perder na pequeneza de seus umbigos.
Filhos da corrupção.

Quem vai pagar o preço?
Embarcamos nesse mundo.
A passagem já foi comprada.

Tem quem sente na janelinha e fique.
Tem quem cochila.
Quem distrai.
Se abstrai.
Fonte: Reprodução/mobilidadeurbana-joaosantos-1sem2011.blogspot.com

A gente se molha, se suja, se rasga na luta.
Que nesse contexto de abstrair e relevar pra seguir, as distrações não tirem do caminho.
Não devia, mas a gente acostuma.
Acostuma a viver nos intervalos entre o ir e vir.
Acostuma a aceitar que é assim.
Não deveria.

Ainda estamos aqui.
Passageiros.
Se tudo não vai, temos dois pés, vamos nós.
Acordar. Mudar. Transformar. Agir.
Por mais devagar e custoso de seguir.
Se nos dispusermos ao movimento, eu sei, uma hora a gente finalmente vai chegar em casa.
Vamos e espero que não atrase, o tempo passa, vida é curta e a avenida comprida.

("Uma Zona", título em "homenagem" à Avenida Amazonas, em Belo Horizonte. Local onde o texto foi escrito a uma média de incríveis 2.5 km/h)

29 de abril de 2015

Encontro meus sonhos me fazendo fluir.
E minha insegurança a confundir.

Encontro a minha coragem que me impulsiona.
E meu medo me impedindo de ir em frente.

Encontro minha alegria, entusiasmo e brilho nos olhos despertando as pessoas.
E quando desanimada, vejo o mundo com essa lente.

O mundo de fora é mais bonito quando a gente consegue cultivar direito o de dentro.
Encontro a mim mesma em todo lugar, em todas as escolhas e relações que estabeleço na vida.

Tenho a opção de conviver ou negar.
Viver e transformar ou não aceitar e parar.
Crescer ou reclamar. 

25 de março de 2015

Depois

Como se depois coubesse tudo, deixamos para viver depois, deixamos o que faz bem para depois, deixamos para encontrar soluções depois, deixamos para começar depois.

Agora estamos ocupados. Hoje não podemos, mas depois sim.

Depois é o vazio que aceita tudo que não se quer ocupar agora. Por prioridades, por preguiça, por comodidade, por falta de vontade, por dificuldade, por não pedir ajuda, por não querer arriscar, por tomar as coisas por certo, por não saber por onde começar, por não saber o que queremos, por tudo isso ou outra coisa similar deixamos os esforços para depois.

Depois e depois acumulados, é tudo bem maior de cuidar, de fazer, de expressar. E maior as nossas expectativas para esse tempo, que está sempre mais além. Então é mais difícil ter motivação para construir esse “depois”, que se tornou gigante, muito mais desafiante.

Fonte: Reprodução/tecido-doce.com
Quanto mais “depois”, mais assustador e cansativo pensar. Há sempre muito pouco “agora” para tanto “depois”. Isso frusta e parecemos incompetentes por não dar conta disso que nossa mente conseguiu conceber.

Podemos retroalimentar esse ciclo ou sairmos dele.

Saímos depois, porque não? Já aprendemos a pensar que não podemos agora. 

Mas ainda chegaremos lá, seja lá o que isso signifique, pois deixamos o nosso melhor eu para depois também.  Agora não, mas depois nós seremos aquele que nos gostaríamos de ser. No depois faremos tudo certo, vamos conscretizar nossas metas, consertaremos o que nos incomoda no mundo, depois toda a nossa intolerância com os erros nossos e dos outros será justificado pois mostraremos como somos bons. Porque no fundo, queremos provar para a gente e precisa ser grandioso, para acreditarmos. 

Como faremos isso eu não sei, depois vamos descobrir. E então, começaremos.

Até então, adiamos ações, deixamos passar a oportunidades, deixamos passar o dia, deixamos passar a semana e esperamos pelo depois, que não existe. Depois, qualquer dia desses, sempre um dia distante de onde estamos. Projetamos nele tudo o quanto puder, para não nos ocuparmos agora. Pois estamos muito ocupados, pensando tudo que vamos fazer depois.

Quanto mais “depois”, mais custa alcançá-lo daqui. E aqui ficamos nós. Lá, no depois, fica o resto. Esperando pela gente, que vai chegar. 

Fonte: Reprodução/chrisvaliceli.blogspot.com
E quem sabe vai, mesmo?

Quando deixarmos para agora o que gostaríamos de fazer depois. Ainda que o “agora” não seja tão incrível e grandioso quanto a nossa imaginação concebe o depois. Aquele depois, que talvez depois seja outro, só se concretiza com “agoras”.  

Se no depois, eu pudesse voltar no agora, eu o agarrava e não soltava mais. Deixava o depois lá, como uma ideia, uma possibilidade, um sonho. Saberia que existe, para não ser inconsequente,  mas me ocuparia menos dele, pois sei que mais rápido do que gostaria eu chegarei nele, se nunca o encontrar de fato no mesmo instante em que estou, sempre de “agora” em “agora”. 

Autora: Nathalia Wilke

22 de março de 2015

Você está atento à sua respiração?

Nosso corpo trabalha de forma tão natural e contínua que nos acostumamos, quantas vezes paramos para pensar em como é incrível estarmos vivos? Nosso corpo é um sistema que nenhuma máquina ainda é capaz de replicar. Um sistema inteligente, que luta para se regular e manter o equilíbrio interno, que tem sensações, emoções, produz pensamentos, ações.

Enquanto seus olhos estão focados nesse texto o seu corpo está em plena atividade. Seu pulmão leva novo ar, seu coração bate e faz com que seu sistema leve para cada célula aquilo que ela precisa. Milhões de células trabalham para manter os órgãos em suas funções. Seu cérebro está fazendo conexões. Mas nem sempre esta os conscientes de tudo o que acontece a todo tempo para existirmos aqui e agora. Você está atento à sua respiração?

Fonte: Reprodução/lounge.obviousmag.org
Se parássemos de respirar por alguns minutos, morreríamos. Mas conscientemente não podemos fazer isso, porque nosso corpo é inteligente. Se você contrair os músculos para segurar a respiração, quando chegar a mensagem que o oxigênio não está em quantidade adequada e que o gás carbônico precisa ser eliminado, seu próprio corpo faz com que a contração cesse e de novo você volte a respirar para manter o equilíbrio.

Não é preciso dizer então: Respira pulmão, bate coração, leva o sangue circulação, etc. Nem parar para pensar sobre isso. Podemos nos concentrar em outras coisas. Mas a consciência de todo esse sensacional conjunto que é o nosso corpo, te faz estar no aqui e agora com mais presença. Conectado consigo, com a vida, com sua essência. Com o valor das coisas simples que passam desapercebidas, com gratidão e encantamento.

Você está atento à sua respiração? 

5 de março de 2015

Ainda há tanto pra aprender, menina! Ainda é tempo de aprender, menina!

Eu sei menina, que é fácil conseguir companhia mas isso não leva embora a solidão. Você pode sentar pra conversar, se ocupar, comer mais, beber mais, exercitar mais, trabalhar mais, sair mais e a danada da solidão continuar. Estamos sozinhos em nosso mundo interior, convivendo com outros mundos também sós, em um espaço comum. Sozinhos pois únicos, desconhecidos de nós mesmos, por se transformar e ser. 

Menina, não é fácil entender de forma diferente da que você entende as pequenas ausências, desilusões, quebra de expectativa e desencontros da vida, sentir da mesma maneira que se consegue racionalizar, não é tão simples. Se eu soubesse um caminho sem insegurança, te indicava e ia junto. Creio que ninguém sabe mesmo ao certo, porque a estrada nossa se abre e faz ao caminhar. No fundo tudo o que você deseja nesse trajeto é ser amada, lembrada, importante. Você quer saber, sentir e ter a confiança de que em algum lugar e para alguma pessoa a sua existência faça um sentido especial. Pode ser pra mais pessoas também,  o amor tem tanta manifestação, como a amizade. Quer saber que quem gosta, também gosta e se importa com você. E descobrirá, que essa pessoa também pode e deve ser você. Só coisa bonita assim talvez afugente a solidão com algum significado, e faça dissipar a sensação de estar num mundo estranho, de ruídos e distrações que nos entopem, consomem e não preenchem.
Fonte: Reprodução/sobreavida.com.br
Nem sempre as pessoas mostram que gostam da gente como preferíamos, e nem nós sabemos sempre nos gostar assim. Nem sempre a vida corresponde às nossas idealizações, menina. Numa visão sem interferência delas, cabe muito mais gratidão. É a tal da expectativa que direciona o olhar tanto para falta e teima em projetar o nosso mundo “perfeito”, que é diferente da realidade pois a vida não caberia na nossa imaginação. E quer saber? Que bom! Quando danada da expectativa aparece então já não se vê as coisas exatamente como elas são, mas na interseção de como são e como gostaríamos que fossem. Isso faz chorar, ficar triste e sofrer. Se eu pudesse, confortava seu coração e lembrava nessa hora que logo passa. E você se puder, menina, não simplesmente passe pois ainda que desejemos o que idealizamos, no imprevisível que quebra isso, cabe grandes aprendizados e transformações.

Expectativa, menina, é um bicho cruel que se alimenta de idealizações de como o mundo e as pessoas devem ser, uma projeção de nós mesmos e do nosso ego. E misturando elas com nossos medos e o silêncio, pode caber tanta imaginação, silêncio dos outros e até da gente mesmo. E vira inquietude. Sabe o que você faz, menina? Lembra do seguinte, a solidão é um espaço vazio nosso que conviveremos sempre, um espaço de recolhimento e criação. Quando estiver nele, pegue essa inquietude e mistura com as suas expectativas mais legais e que você pode tentar tornar possíveis por si, pra ponte não ser intransponível. Use também uma dose da sua criatividade, amor, humor, flexibilidade e coragem nessa mistura, e aí vai da melhor forma que puder, que eu sei que há de haver um caminho. Sempre tem um caminho. 

Autora: Nathalia Wilke

1 de fevereiro de 2015

Pouso Seguro

A pouco tempo atrás, um passarinho entrou onde estávamos e começou a bater nos vidros da janela querendo sair. 

O pegamos para evitar que se machucasse e pudéssemos soltá-lo.
Estava chovendo muito e ele ficou um tempo a mais sob nossos cuidados. 

Quando a chuva diminuiu, o levamos para que voltasse para a sua casa, a natureza.
E foi uma surpresa ver que ele não quis ir imediatamente. 

Estava saudável e pronto para cruzar os céus, mas antes ficou mais um bom tempo lá, quietinho, entregue. Até posou simpaticamente para uma foto, LINDO DEMAIS!!!


Somente a confiança e o respeito são capazes de fazer um ser ficar perto a outro quando pode simplesmente voar...

Autora: Nathalia Wilke

20 de janeiro de 2015

Desobvialize

Certo dia, eu e meu namorado caminhávamos e resolvemos entrar em uma trilha. Não a conhecíamos e nem havia uma boa sinalização, sem saber se estávamos no caminho correto seguimos andando e procurando. Então entra um grupo de pessoas na trilha e também a desconhecendo, ao procurar o trajeto a seguir, nos vê: “É por ali, tem um casal.” E nos seguiram. Encontramos a saída e eles devem ter mantido a convicção de que acertaram em ir atrás, nós só podíamos rir, estávamos todos perdidos.

Essa situação mostra muito sobre o comportamento humano. Quantas vezes acreditamos que o outro tem a solução para nós, o caminho certo? – e esse outro pode-se entender como alguém, uma instituição, um dogma.

E nós sedentos de amparar nossas angústia com relação a incerteza de tanta coisa, somos tentados a acreditar. Quantas vezes buscamos certezas para diminuir o medo que a falta de controle das situações da vida pode trazer?

Uma suposta solução para a vida pode vir em um bom embrulho, dita com convicção e fervorosamente pedir a sua fé e extremismo em viver como ela dita. E o coro é tão alto, que pode parecer estranho viver diferente da maioria. Se todo mundo vai, se todo mundo faz, se todo mundo compra, se todo mundo acredita, porquê você não? É uma chantagem, justificada sem argumento. Um jogo com o sentimento de pertencer a um grupo e sentir mais forte por isso. Queremos ser amados e aceitos, mas para isso temos que agir como todo mundo? Não sei você, eu não sou todo mundo.

Fonte: Reprodução/exame.abril.com.br
Nisso não quero dizer que não devemos ter abertura para ouvir outras pessoas, ter a humildade de aprender, de buscar ajuda, de ser ajudado, de confiar. A questão é, será que toda boa intenção se desdobra em ações assertivas? Será que o outro também não está perdido? Será que o caminho que ele encontrar é o único? Será o melhor para nós ou devemos buscar o nosso próprio? Será que devemos aceitar passivamente ou questionar as possibilidades que nos são apresentadas e somos convidados acreditar?

Eu acredito em assumir um protagonismo e responsabilidade pela própria vida e escolhas. As pessoas mais interessantes que conheci até hoje não têm receio do que os outros pensam de seu modo de viver, não precisam seguir a moda, não têm medo de mudar de ideia, de abrir-se a aprender e questionar suas verdades por novos pontos de vista. Elas também não sabem o que querem ser quando crescer. Querem ser felizes, mantendo seus valores, integridade e respeito com outros seres para alcançar com dignidade os objetivos que traçarem para si com o caminhar. Querem ter propósitos e fazer a diferença no que gostam, buscando se aperfeiçoar técnica e cientificamente para que as ações no sentido de cumprir com esses propósitos sejam as mais assertivas. Viver de forma intensa, original e autêntica é arriscar de peito aberto, sem saber exatamente como ou onde vai chegar.

"Mas quem é que sabe como? 
Viver... o senhor já sabe: viver é etcétera..." 
(Guimarães Rosa)

Isso não diz respeito à viver à deriva, diz respeito a não se encher de certezas e verdades absolutas, de se saber humano demais para compreender a vida e o mundo em toda sua dimensão e sentido. 

Fonte: Reprodução/gopixpic.com
Um vídeo interessante, que se conecta ao assunto:

"Se você não encontrou ainda, continue procurando. Não sossegue" (...)

"O tempo de que vocês dispõem é limitado, e por isso não deveriam desperdiçá-lo vivendo a vida de outra pessoa. Não se deixem aprisionar por dogmas - isso significa viver sob os ditames do pensamento alheio. Não permitam que o ruído das outras vozes supere o sussurro de sua voz interior. E, acima de tudo, tenham a coragem de seguir seu coração e suas intuições, porque eles de alguma maneira já sabem o que vocês realmente desejam se tornar. Tudo mais é secundário."

Um vídeo engraçado sobre o comportamento de manada:

Autora: Nathalia Wilke

24 de dezembro de 2014

Vamos combinar assim?













A cada ano entram mais pessoas em nossa vida e parece que a família se torna sempre bem maior do que chamamos de lar. São pessoas diversas que me compõe, que estimo, que já convivi e aprendi. E por isso, tem gente que sem eu ver mais, continua importante e levo em mim. Então, hoje eu queria estar com tantas pessoas para desejar um feliz natal e dar um abraço apertado...

Pensando melhor, não só hoje, não só porque é natal, mas por simples gratidão. E um feliz natal e ano novo, talvez seja pequeno para caber o tamanho do que desejo às pessoas que me são importantes e especiais. E que não são poucas, pois às vezes um momento ou ocasião fazem a diferença a ponto de tornar alguém importante para o resto da vida. Por favor entendam se não receberem em palavras a afirmação do meu desejo de boas festas, mas saibam que quero que sejam felizes hoje e em muito mais datas, inclusive todas, aliás sempre.

Vamos combinar assim: O meu presente a vocês pode se manifestar pessoalmente sem embrulho ao longo do ano, até mesmo sem nenhuma ocasião especial. Em forma de um sorriso, de um abraço, de um obrigada, de uma gentileza, de uma palavra, de um gesto, de uma ajuda. Pode vir tanto em uma ceia farta, quanto num lanche simples e corriqueiro do dia-a-dia, pode ser escrito, falado, gritado a plenos pulmões ou sussurrado. Pode ser visto em algum olhar de compreensão, pode ser por uma ligação, pode ser em forma de motivação, pode ser em silêncio escutando atentamente um desabafo.

E você vai saber reconhecer no momento e sentir que a forma não tira o valor. E que o natal é só uma data, mas que a essência dele e as atitudes que condizem com o seu espírito é que valem, sendo bem vindos a todo e qualquer tempo!

Autora: Nathalia Wilke




18 de dezembro de 2014

Um página, umas histórias.

Me disseram uma vez:

Viva sua vida, 
seja feliz sem medida.
Sua virtude é sua bússola,
sua intuição é guia.
Escute as pistas que te encorajam,
por detrás de ruídos que te abaixam.
Não perca tempo desejando que tudo fosse diferente,
reconheça o contexto, as pessoas e o ambiente.
Viva com dignidade, humildemente!
Se a felicidade parecer distante,
use seus dois pés e ande.

Talvez conheça quem esteja perdido, sem um sonho para alcançar ou sem buscar onde querem chegar. Para onde caminham? Para quê caminham? E caminham, ou estão no comodismo de um mesmo lugar?Esbravejando para o mundo que não os pode consolar. Culpando a política, a conjuntura, o cachorro do vizinho ou a quem queira a responsabilidade da sua felicidade terceirizar.

Às vezes o mundo intimida. Mas é a si que devem olhar para sair do lugar, para as pedras no sapato que as atrapalham de andar. Ódio, ressentimento, raiva, mágoa ou qualquer outro que as faça olhar mais para baixo ou para trás, do que para frente e para cima e ter fé de avançar. Para ir, fluir. Na realidade, alguém tem certeza exata de onde um caminho vai culminar, de todos os passos a dar, paisagens e vislumbrar, obstáculos a superar?
Fonte: Reprodução/capuchinhosbc.org.br
Quando estamos assim, talvez seja preciso parar ou reduzir.  Ao vermos alguém dessa ou outra maneira precisamos discernir. A mesma situação é ruim para um e bom para outro, possivelmente por uma simples questão de ponto de vista. Que nada mais é, que a vista de um ponto. A interpretação de mundo de alguém não te pertence, cada um sabe a lente que usa, o sapato que calça para caminhar. Quem somos nós para julgar sem os calçar?

Se a vista estiver embaçada, se  o sapato tiver areia ou pedras, quem é que pode tirar? A própria pessoa, mesmo que possa um auxílio a outros solicitar, e assim modificar a maneira de andar,  tornar mais leve o caminhar...

Mostre a sua verdade e aceite outras.
Não tente mudar as pessoas, suas verdades são a sua condição e baseiam-se em experiências únicas.
Não aponte um dedo se não quiser ter 4 apontados para você.
Saiba argumentar. Defender uma ideia não é brigar!
Abrir ao diálogo é diferente de somente falar.  
Cada um precisa seguir seu caminho e descobrir as portas que existem para passar.
E você dar o mapa não é o que vai ajudar.
Você sequer sabe exatamente de onde elas vêm e onde querem chegar.

Fonte: Reprodução/www.conversaafiada.com.br
Mostre seu caráter no exemplo, seja ético, seja íntegro. Sem exibicionismo, tenha a simplicidade de apenas ser o que acredita. Dê o grito somente se precisar. Assim é melhor para a consciência e para confiar. Quem estiver pronto para perceber entenderá.  É sutil a diferença entre ver e perceber, olhar e enxergar, ouvir e escutar.

E nesse caminho, mude quando sentir que é a hora, não para agradar alguém. Dê seus passos pelo que consegue compreender, senão pode ser que perdido fique você. Mas busque sempre avançar e se encontrar no caminhar. A sua natureza é saúde, é felicidade, é alegria, harmonia, sabedoria e bem estar.

Cada um sabe o que é ser o que é
Cada um tem o seu cada um
Tem em si um mundo
E é no mundo um.

Cada um vive o que pode
Ou se vira e se sacode.
Cada um tem sua trama
Pode escolher ser comédia, romance, aventura, drama.

Cada um tem suas razões,
embora ninguém tenha plena razão.
Cada escolha tem sua estrada.
Em cada uma, um ponto de partida,
algumas retas, curvas, bifurcações, retornos, pedágios...
e também um ponto de chegada.

Autora: Nathalia Wilke

24 de novembro de 2014

Face a Face

Eu escolho as pessoas às máquinas,
A flexibilidade a rigidez,
A liberdade à alienação,
O bem-estar à moda,
O mundo real, as pessoas de carne e osso.
Rostos em vez de avatares.
Personalidades em vez de personagens.
A luta diária em vez de batalhas fantásticas.
Quero ver tocar a mp3 que já sei de cor.
Quero piadas contadas ao vivo, as mesmas que eu já recebi por email, incontáveis vezes.
Escolho o bronzeado ao photoshop.
Aprendi a diferenciar ferramentas de comunicação, seres emissores e aquilo que se quer fazer entender.
Os rostos próximos ao meu estarão ali por afinidade, por sintonia, por brilho nos olhos.
Não que eu dispense completamente o wireless, mas prefiro o afeto transmitido em abraços..

Fonte: Reprodução/informatico.pt
Vivemos uma espécie de “Síndrome de Ansiedade Coletiva”. Em que tudo é para ontem, tudo é prioridade, tudo apita e quer atenção agora. Não quero ser mais uma a causar ruído.
Além de tudo eu não sou um algorítimo ou uma estatística e não vim ao mundo pra consumir sem parâmetros.
Um diálogo me faz refletir e mais do que frases de auto-ajuda aleatórias.
Prefiro conversar face a face, a me esconder atrás de uma tela.
Talvez porque nada se compara ao brilho dos olhos, ao tom de voz, à linguagem corporal, à irradiância da vitalidade, à atratividade da auto-confiança.
Eu gosto do imprevisível, do espontâneo, do natural, do surpreendente, do criativo.
O que faz um visor de sei lá quantas polegadas ocupar tanto espaço na vida?
Cores, som entretenimento, bytes, megabytes, gigabytes, memória RAM, processador, satélite... a tecnologia é vasta e atraente.
É tanta informação que a nossa vida torna-se insuficiente pra fazer tudo, saber tudo, assimilar tudo que temos a disposição.
Percebo a evolução de ser possível conectar, mandar mensagem, trocar informação, foto, vídeo, com que está do outro lado do mundo, na lua ou no meio oceano.
E é notável como mesmo assim as pessoas parecem distantes ...
Queremos misturar ambientes, pessoas, assuntos...
Acessar tudo e a todos a todo, ao mesmo tempo e agora.
Melhorar nosso ego e carência social por curtidas.
E ganhamos um alcance maior de nossa superficialidade.
No fundo, a questão não é a ferramenta, mas seu uso.
No intimo a gente sabe o que é essencial pra gente e que tem coisa que a tecnologia nunca vai substituir.
É em vão o esforço em tentar esconder verdades de você mesmo.
Aparentar não significa ser e a gente pode procurar a felicidade em inúmeros lugares sem se tocar que ela está dentro de nós, esperando pra ser reconhecida e vivida.
Pense sobre como lida com a rede e se precisa também repensar a relação.
Eu sou mais viver, ao vivo, a cores, com sensibilidade, profundidade e em dimensão.
Sem radicalismos, resolvi "me vacinar" e buscar novas e melhores formas de viver.
Fonte: Reprodução/colegiocebrapi.com.br

Autrora: Nathalia Wilke - (Com base em um autor desconhecido)

17 de novembro de 2014

A vida é ao vivo



Eu não sou uma estatística. Sou um ser humano
Eu não quero viver de scripts pré-estabelecidos
Como um robô de estacionamento de shopping
“Gravação” de atendente de telemarketing ou da empresa de telefonia
Eu não vim ao mundo pra consumir sem parâmetros
Não me limito a ser o que esperam de mim apenas
Eu quero mais!
Eu gosto do imprevisível, do espontâneo, do natural, do surpreendente, do criativo
Respeito convenções sadias de dirigir na direita, parar no semáforo, dar passagem ao pedestre
Compreendo as boas intenções, mas dispenso as que ditam como devo viver minha vida;
Um copo de vinho por dia faz bem, não ande descalça, não fique na chuva, coma uma maçã, durma 8 horas, não coma com a mão, veja no próximo capítulo, acompanhe a nossa programação...
O que faz um visor de 14 polegadas ocupar tanto espaço na vida das pessoas?
Cores, som entretenimento, bytes, megabytes, gigabytes, memória RAM, processador, satélite, a tecnologia é vasta e atraente.
É tanta informação que a nossa vida torna-se insuficiente pra fazer tudo, saber tudo, assimilar tudo que temos a disposição
A previsão do tempo pode ser falada pela projeção de uma pessoa computadoriza que parece muito com a gente...
♪ é fantástico! ♪
Quero descobrir a temperatura lá fora sem precisar consultar a previsão do tempo.
Eu escolho as pessoas às máquinas,
A flexibilidade a rigidez
A liberdade à alienação
O bem-estar à moda
O mundo real, as pessoas de carne e osso.
Rostos em vez de avatares.
Personalidades em vez de personagens.
A luta diária em vez de batalhas fantásticas.
Quero ver o DJ tocar a mp3 que já sei de cor.
Quero piadas contadas ao vivo, as mesmas q eu já recebi por email, incontáveis vezes.
Escolho o bronzeado ao photoshop.
Aprendi a diferenciar as ferramentas de comunicação dos seres emissores, daquilo que se quer fazer entender.
Os rostos próximos ao meu estarão ali por afinidade, por cheiro, por cor, por brilho nos olhos.
Não que eu dispense o wireless, mas prefiro o afeto transmitido em abraços..
Percebo a evolução de ser possível conectar, mandar mensagem, trocar informação, foto, vídeo, com que está do outro lado do mundo, na lua ou no meio oceano.
E é notável como mesmo assim as pessoas parecem distantes ...
Talvez porque nada se compara ao brilho dos olhos que projetam a alma
A saúde perfeita
A radiância da vitalidade
A atratividade da auto-confiança.
Máquinas fazem exercícios pra você e pode até ser enquanto dorme
Será que já é possível aprender a andar de bicicleta por DVD?
Senhores e senhoras, senhorios e senhoritas;;;
Mágica meus caros não acontece sem ilusão
E o pior não é descobrirem o segredo
É pensar o esforço em vão de tentar esconder verdades de você mesmo
No intimo a gente sabe o que é essencial pra gente
Que sucesso, esforço, estrutura e sustentação caminham de mão dadas.
Que a aparentar não significa ser
Que valor a gente estabelece
Que a gente pode procurar a felicidade em inúmeros lugares sem se tocar que ela está dentro da gente
Esperando pra ser reconhecida e vivida.
Se existe uma mágica real é um milagre e só pode se chamar vida!
Ela ao vivo, a cores, em dimensão
Cante, dance, pule, grite, brigue, faça as pazes, chore, sorria, estude, ame, beije, abrace, faça amizades, sonhe, ande, emagreça, engorde, ganhe, perca, corra, pare,
Se você viesse com manual de instruções acredito que seria
V.V. : Não é prece ou oração
Um apelo em letras grandes
Repetidas, para ao longo da sua jornada não esquecer:
Vão Viver!!!!!!!!!

Por Nathalia Wilke

Foto por Marcos Wilke. Fotografadas: Fernanda Campos, Nathalia Wilke

Agradecimento à Luiza Azevedo por ter a maravilhosa idéia do "Vão Viver!"

2 de novembro de 2014

Bagagens e Entulhos

Não sabemos ao certo as bagagens e os entulhos do outro.
O que valoriza? O que teme? O que viveu?
O que o leva a ser como é e acreditar no que acredita?
Teria desilusões? desconfianças?
O que sonha? Em que e quem confia?
Saberemos?

Fonte: Reprodução/trips.behar.net.br/
(E as nossas, sabemos?)

Me pego com o que não quero pensar.
Entulhos de trajetos que não me pertencem completamente.
Levo ainda algum espinho que feriu, uma pedra que não vi e cai...
Me ressinto, pressinto, engano. Imagino. Errada.
Eu olho, procuro e mesmo com um caminho que possa ser tranquilo, inquieto.
Lembranças, memórias: Daquilo que quero evitar.

A "bagagem" é nossa e levamos, às vezes tentados a empurrar para que outro carregue.
Pesa levar entulho e é chato terceirizar, mas dá trabalho desfazer.
E tem o que não queremos ver que está com a gente. Dói saber.
E largar o medo (que talvez nos proteja)?
Fonte: Reprodução/www.blogdopara.com.br

É necessário entender e desapegar, para que ninguém leve o dispensável. Nem nós.
A quem cabe melhor ser leves, desatar nós, criar laços.

Sei o caminho de casa (de uma segurança) por algumas recordações úteis.
Outras, mesmo sendo normalmente inúteis, sei também. Amadurecem. (Ou endurecem?)
Recordar é viver? Viver mesmo (intensamente) é eliminar interferências, refinar a visão, estar aqui.
Mas na recordação cabe significados novos, basta re-cor-dar, dar nova cor.
Reconciliar. Recuperar aquilo que se perdeu no tempo e não deveria.
Espaço, leveza, fluidez, pureza, o acreditar, entregar.

Com humildade recordar pode ser viver, crescer.
E assim eliminar o desnecessário, reforçar o essencial.
Com a leveza de menos entulho e mais espaço para bagagens: recomeçar.
Dia após dia renovar a história.
Vencer medos, persistir saudavelmente no caminho.
(Que escolhemos!)

Vamos em frente?
Vamos enfrente!
Enfrente-se.

Autora: Nathalia Wilke

19 de outubro de 2014

Impressões e Expressões

Impressões...
o que deixamos para as pessoas que passam por nós
sem nos conhecer anteriormente. 
Que seguem sem conhecer o que seremos adiante. 

Impressões é o que levamos das pessoas,
que por momentos conhecemos um pouco mais. 
Que encontramos sem entender o que foram,
Fonte (lâmpada): Creative Commons/Benjamin Pavie
que não conhecemos tão a fundo o que são e serão.

Mas, se a superficialidade da impressão é para todos, a profundidade exige diferentes óticas.
É decifrar um olhar,
compreender o gesto,
escutar nas entrelinhas,
perceber o tom mais do que a palavra.

Entender que o silêncio transmite mais do que os sons dizem. É refletir, é contemplar, é transcender o fugaz. 

E é refinar a expressão...

Expressão é que o transmitimos, emitimos, emanamos.
É o que nos permite, no presente, modificar percepções.
É o que toca, sensibiliza, provoca emoções, transforma.

Expressão
é o desenho do gesto dentro de uma melodia,
é a ideia que toma forma, 
a forma que ganha vida.

Impressão é a marca fica, o componente da identidade que se cria.
Expressão é a escolha, a atitude, a arte de viver.

Somos a soma de impressões internas com expressões externas.

Mas que impressão é permanente, se em cada um cabe o presente de cuidar do que pensa e faz? 
E que expressão é definitiva, se enquanto aprendizes, modificamos constantemente nossas atitudes na vida? 

Autora: Nathalia Wilke

28 de setembro de 2014

Viver é como viajar.

Imagine-se tendo que despedir da maioria das coisas que lhe são familiares para abrir-se a uma nova realidade. Conviver com novas pessoas, encarar a distância do colo de mãe, do carinho dos amigos, do afago de pai, da franqueza do irmão e festa do cachorrinho. E em troca deparar-se com um novo horizonte. Recomeçar uma história que na verdade tem um início bem definido.

Não é nada trágico, é claro! No dia em que se volta tudo estará meio igual.
E meio diferente, porque já não se é mais a mesma pessoa.

Se pensando bem a vida é como uma viagem para morar fora.

Preparamos toda a bagagem material, emocional e intelectual. Vivemos o hoje e tentamos nele projetar um bom amanhã. Buscamos uma realidade que embora possamos ter ideia e influir, nunca será totalmente previsível. E por mais que a gente se prepare a sensação é de que sempre há algo mais para fazer...

São documentos, roupas, malas, produtos, passagem, alojamento, transporte, alimentação, comunicação... Há muito detalhes importantes para lembrar! Ainda falta descobrir mais sobre para onde ir viajar, conhecer o que tem de bom para fazer lá, como é a cultura. Ainda falta terminar um projeto, falar com uma pessoa, ir a um lugar, ainda falta uma despedida, ainda falta aprender algumas coisas, ainda falta um telefonema, ainda falta um abraço, ainda falta uma saudade para matar, ainda falta mais coisa do que é possível listar...

Ao mesmo tempo temos tanto e há muito o que agradecer! Nesta viagem a bagagem nunca está completa, porque nos nunca estaremos. Mas devemos seguir em frente, viajar, viver, aprender, adaptar, ampliar horizontes, crescer! Aceitar um futuro inédito, misterioso, cheio de responsabilidades, cheio de perspectivas, amadurecimentos, planos, realizações.

Tirar os pés do chão, aceitar voar.

Autora: Nathalia Wilke

Fonte: Reprodução/tudo2014.com.br

22 de agosto de 2014

Quem sou eu?

Fonte: Reprodução/http://cacef.info


Sou o erro que busca acertar;
Sou a preguiça tentando o ânimo;
Sou a dúvida que quer esclarecer;
Sou a tristeza que só quer ser feliz;
Sou a indecisão que talvez decida;
Sou o medo que quer ter coragem;
Sou a confusão que procura organizar;
Sou o egoísmo que se doa a solidariedade;
Sou a distancia que liga para a aproximação;
Sou a insegurança que quem sabe seja segura;
Sou a ignorância até saber que se pode aprender;
Sou o desconhecimento que investiga para conhecer;
Sou a incompetência que trabalha para ser competente;

Sou o que faço, eu faço o que sou.
A melhor versão de mim que consigo criar a cada dia!

Autora: Nathalia Wilke