Contemplando o
infinito, o homem percebeu-se pequeno.
Tentando compreender
seu lugar no universo, criou Chronos,
o tempo.
Datado,
sacramentado, registrado em cartório.
Para expressar essa
nova ordem instituiu signos.
Surgiram
as horas, os minutos os segundos.
A
vida ganhou novo sentido.
Passado,
presente e futuro.
Assim
como relógio, despertador, cronômetro, calendário...
Tudo
isso para imaginarmos contê-lo, controlá-lo.
Ampulheta,
esse sim o mais sincero instrumento do tempo.
Regressivamente
nos impõe a gravidade, de haver realmente um último grão. Riscando na areia a
nossa fragilidade.
Faz-se
devagar nos maus momentos, rápido quando o queremos.
E
nos surpreende se revelando nas fotos que desbotam, nas cartas que amarelam,
nas crianças que crescem nas rugas que aparecem nas pessoas que nunca mais
vimos, nas lembranças presentes e nas já esquecidas.
O
tempo é imparcial.
Não
distingue branco de negro, homem de mulher, rico de pobre.
Em
pulsos anônimos, em prédios públicos, nas ruas o tempo corre, escorre pelas
avenidas, pára em sinais, é captado por lentes.
O
tempo tem segredos intocáveis.
O
maior deles é que por si só não tem vida.
Preenchê-lo
é a arte capaz de fazer realizar sonhos!!!
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| Reprodução: wietskelenderink via Compfight cc |
Com
o tempo flores se abrem, crianças descobrem o dom da vida, homens o poder de
amar. As pessoas ganham a liberdade de traçar momentos no arco do tempo.
Construir,
significar, reconstruir e resignificar sua história.
Quanto
tempo você tem?
Quanto
tempo tem para ser quem deseja ser?
Para
quem se permite viver seus sonhos, tempo há!
Os
ponteiros do relógio apenas demarcam numericamente a nossa passagem pelo tempo.
Porque o tempo não passa...
Porque o tempo não passa...
Nós
é que passamos por ele!
Autora: Nathalia Wilke
Inspirado no texto de Paulo Esdras
Inspirado no texto de Paulo Esdras

