15 de setembro de 2013

Processamento de fatos

Fonte: Reprodução: ultradownloads.com.br
Ok, eu sou um sistema complexo.

E como sistema complexo sou equipada com um megaprocessador interno que capta os estímulos e percepções ao meu redor (input) e converte internamente para ser salvo e armazenado em forma de pensamentos e memórias. Essa base de dados/fatos fica disponível facilmente para uso quanto mais a acesso. Costumo usar quando em interação com o meio ambiente, para determinar respostas operacionais adequadas(output).

Entre as memórias que processo, algumas ficam por algum pouco tempo, outras se perdem, outras nem se quisesse eu poderia se deletar pois fazem parte essencial do processo operacional vital. Outro dia estava pesquisando por memórias do meu disco flexível de ideias. Me perdi no meio de lembranças que encontrei armazenadas.

Pensei em formatar ou compactar algumas para dar mais velocidade de processamento, ficar mais leve. Também editar outras, colocando atualizações mais recentes que permitam que funcione melhor. Instalando programas de novos idiomas como inglês e espanhol. Além disso, coloquei antivírus contra mal-humor, preguiça, pensamentos negativos. Estas pragas atrapalham que se funcione da melhor maneira. E ainda podem contagiar outros sistemas operacionais com quem se entra em contato.

Fonte: Reprodução: ultradownloads.com.br
Fiz backup de coisas que não posso perder de vista; Um arquivo era "Meus sonhos", outro chamava-se "Saúde" e outro bem importante é o "Cuidar de quem eu amo, incluso eu mesma". Todos foram devidamente armazenados, salvos e protegidos. Tem backup também, num dispositivo móvel chamado "Amigos" e ainda num outro chamado "Família". É impressionante como eles tem poder de resgatar estes arquivos se preciso for, e com muita eficiência!

Com a instalação do pacote Macrosentimentos Office, que vem com gratidão, coragem e empatia, o sistema melhora o seu potencial de realização de tarefas. Com a fonte de energia devidamente conectada na fonte de luz a bateria fica carregada.

Mas o processamento de fatos tem uma particularidade que o deixa mais complexo de ser realizado, envolve algo que balança até mesmo os sistemas mais avançados: Coloca-se um coração no meio da história e o sistema já não é simplesmente só sistema: É humano.

Autora: Nathalia Wilke

3 de setembro de 2013

Multitarefa

Fonte: Reprodução:http://www.gadgetreview.com
Você está fazendo uma tarefa, quando o telefone toca. Enquanto conversa você vê que chega um e-mail pedindo confirmação de uma reunião e digita uma resposta, logo, faz notas sobre tarefas daquilo que precisa apresentar, finaliza a ligação enquanto já está com o celular na mão e dá um clique para ver uma mensagem que chegou e começa a responder. Quando alguém no mesmo ambiente chama seu nome e faz uma pergunta. 


Socorro!!! Não é?! Mas quantas vezes não nos vemos em situação parecida? 


Multitarefa é a habilidade de realizar várias coisas ao mesmo tempo. Em um mundo com muita informação e que vive em um ritmo frenético isso pode ser visto muitas vezes como qualidade. Mas engana-se que quem pensa que fazer várias coisas em simultâneo é mais eficiente, o cérebro tem uma capacidade limitada de processamento de informações e não está preparado para se concentrar em mais de uma tarefa ao mesmo tempo.    

A revista Time, em parceria com a Inc. publicou um artigo recente interessante sobre multitask, que é o termo em inglês, que mostra que a mente humana não é preparada para ser multitarefa e que esta pode ter efeitos nocivos a longo prazo na função cerebral.
Fonte: Reprodução/Mind Tools

Em um estudo de 2009, o pesquisador de Stanford Clifford Nass desafiou 262 estudantes universitários para completar experimentos que envolveram três coisas: (a) realizar atividades, (b) filtrar informações irrelevantes, e (c) usar a memória de trabalho. A expectativa era mostrar o quanto que fazer várias coisas ao mesmo tempo poderia ser produtivo, entretanto, o resultado foi totalmente o oposto. Eles descobriram as pessoas multitarefa foram péssimas nas três tarefas avaliadas.

Os indivíduos multitarefa, se comparados aos que se dedicam apenas a uma atividade, frequentemente apresentam resultados inferiores, pois reduzem sua capacidade de compreensão e precisão de respostas.

O artigo publicado coloca multitarefa como um estado que podemos vivenciar de forma momentânea ou crônica, que é quando torna-se freqüente estar multitarefa e constitui um hábito. Quando alternarmos tarefas, as nossas mentes precisam se reorientar para lidar com as novas informações. Se fizermos isso rapidamente, como quando estamos multitarefa, nós simplesmente não podemos dedicar a nossa concentração total a cada mudança de foco. Portanto, repercute na qualidade do trabalho, que quanto mais complexo e técnico tem mais probabilidade de haver perda de qualidade. 


Outra grande desvantagem para multitarefa é o efeito que tem sobre os nossos níveis de estresse. Lidar com várias coisas ao mesmo tempo nos faz sentir sobrecarregados, esgotados e exaustos. Mas quando concentramos em uma coisa sentimos melhor e fluindo.


Fonte: Reprodução: multitaskerformobiles.blogspot.com

Se identificou com o estado multitarefa? Eu também, e estava refletindo sobre isso, muitas vezes estamos no modo multitarefa sem nos darmos conta. É preciso primeiramente identificar o quando isso acontece. Normalmente quando se tem muitas pastas e papéis na mesa, quando há várias abas abertas no computador. E claro, é mais provável estar neste modo quando interrupções são freqüentes, sendo por regulação interna ou influências ambientais e externas.


O artigo tem ainda, algumas sugestões para ajudar a reduzir a multitarefa:


"·        Planeje o seu dia definindo horários específicos para fazer chamadas, responder e-mails e fazer pesquisas.
·         Saiba como melhorar sua concentração para que você possa prestar atenção​ em uma tarefa de cada vez. Isso pode parecer estranho no início, se você costuma ser multitarefa. Mas você vai se surpreender com o quanto você rende mais apenas por se concentrar em uma coisa de cada vez.
·         Toda vez que você desejar parar e verificar seu e-mail ou fazer uma chamada quando deveria estar fazendo outra coisa, respire profundamente e resista à tentação. Concentre sua atenção de volta para o que você deveria estar fazendo.
·         Se você recebe um alerta sonoro ou visual quando e-mails chegam, desligue. Isso pode ajudá-lo a evitar a tentação de verificar sua caixa de entrada sempre que você receber novos e-mails.
·         Sempre que você encontrar-se multitarefa, pare. Tire cinco minutos para sentar-se calmamente em sua mesa com os olhos fechados. Mesmo pausas curtas como esta podem centrar a sua mente, reduzir seus níveis de estresse e melhorar a sua concentração. Além disso, ele pode dar a seu cérebro uma pausa bem-vinda durante um dia agitado.
·         Haverá momentos em que algo urgente surge e você não pode evitar interrupções. Mas, em vez de tentar ser multitarefa, pare e faça uma nota de onde você deixou a sua tarefa atual. Registre quaisquer pensamentos que você teve sobre como avançar. Em seguida, lide com o problema imediato, antes de voltar para o que estava fazendo. Desta forma, você vai ser capaz de lidar com ambas as tarefas bem, e você vai deixar-se com algumas pistas para ajudá-lo a reiniciar a tarefa original mais rapidamente.
·         Se você encontrar sua mente vagando em um momento que você deve se concentrar em outra coisa, precisa guiar os seus pensamentos de volta para o que você está fazendo, colocando-se no momento. Por exemplo, você pode estar sentado em uma importante reunião com a equipe, mas pensando em um discurso que você estará dando breve. Diga a si mesmo: "Eu estou neste encontro, preciso concentrar no que estou aprendendo aqui." Muitas vezes, reconhecer o momento pode ajudar a mantê-lo focado." (Mind Tools
Fonte: Reprodução: www.universoyoga.org.br 
Concentrar na respiração também pode apoiar muito nisso de nos mantermos no presente! Agora que sabemos disso tudo, vamos nos organizar, eliminar distratores e eleger uma ordem de prioridade para fazer as coisas?

Nossos cérebros agradecem!

Celebrar!

É aceitação e o reconhecimento do que se fez.
do passo dado na estrada;
da flecha atirada no momento oportuno;
do erro que ensinou e da pessoa que com ele aprendeu.
Do acerto que fez mérito.
Celebração se traduz em realização.
Música, sorriso, abraço, conquista, emoção!
Celebrar é energizar, para manter acessa a chama.
Chama de luz própria de cada ser, que ilumina rumo a sonhos. 
Porque para onde a estrada da vida nos leva, depende de onde queremos ir.
Que depende de quem somos! 

Celebremos o ser, o fazer, o acontecer, o amar, o viver!

Fonte: Reprodução/Site Lojas Pax
Autora: Nathalia Wilke 

22 de agosto de 2013

Eu Vs. Eu

Calcei o tênis, abri a porta, corri para a rua.
Com a minha própria companhia hoje, somente a minha.
Nada a conversar a não ser com meus próprios pensamentos.
Nenhuma expectativa a superar exceto as que me propus,
nada a vencer além do próprio limite,
nada a cumprir além do que eu escolher.
Ninguém para competir, sou eu comigo mesma!
Tentando me superar, tentando ser fiel as minhas determinações e cumprir com os próprios objetivos.
Fonte: Reprodução/eofdreams.com
Dentro de cada ser tem uma motivação que impulsiona.
"Mais um quarteirão correndo, você consegue, força!"
Enquanto o suor escorre no rosto e o sorriso percorre os lábios.
"Eu posso!" - Esse momento não se encerra em si.
Essa conversa interna fica para mais diversas situações,
a confiança de acreditar no próprio poder é mágica.

O mundo pode nos confundir.
O encontro consigo mesmo é o mais verdadeiro, deveria ser um hábito.
A partir do encontro frequente comigo mesma,
posso me encontrar com outras pessoas de forma positiva. 
O caminho a seguir chama-se auto-conhecimento.
Que não sei aonde se chega exatamente mas que vale seguir adiante.
E que é particular a cada ser, nasce de forma sutil,
se manifesta do desejo, do pulso, da atitude, perseverança...

Fonte: Reprodução/1ms.net
Sempre estou mais a frente a cada dia, se escolher seguir.
Na bagagem dúvidas, medo, insegurança... pode saber.
mas também uma boa dose de coragem, certezas e fé para usar com sabedoria.

Saí a procura de mim, mas nunca me acho por completo.
Nem por isso devo parar de procurar, a vida é uma busca infinita.
Cada passo permite ver mais adiante e apresenta um caminho pela frente.
E quem saberá quanto mais terei que correr para me encontrar ? Eu vou!

O esforço pode precisar aumentar a medida que me acostumar com o que antes parecia difícil.
O desafio se justifica pelo prazer de tentar ser a melhor que posso a cada dia.
Corra! A vida não espera e você pode se encontrar mais adiante do que se vê.

Corro deixando para trás a poeira que o passo levanta na areia,
que embaça a vista de quem não olha para frente.
Corro pois quero o que tem adiante, para sentir mais mais viva, mais desperta.
Corro para assumir a direção do meu caminho,
ainda que não o conheça por completo e nem o possa sozinha,
corro para não precisar ser arrastada pela multidão para onde bem alguém entender.

Corro, nado, pedalo...
Encontro no esporte um fiel aliado e amigo para todas as horas!

Autora: Nathalia Wilke

16 de agosto de 2013

Sobre portas e caminhos

Com o passar do tempo e experiências, novos caminhos se tornam possíveis.
Abrir portas é se sentir apto para passar para outra fase.

Pode ser alguma relacionada a um mesmo tema, mas que nos leve para aonde ainda não exploramos, que nos permita caminhar adiante, em lugares que queremos e podemos conhecer.

Quando um ciclo ou etapa termina é o fim de uma trajetória que percorremos.
Precisamos fechar uma porta e isso não significa trancar e perder o acesso.
Significa continuar avançando para as que nos tiram do cômodo.

Reprodução: https://www.facebook.com/espacocrystal?fref=ts
Como seguir em mais de uma direção de uma vez?
Como entrar no novo se estamos apegados demais ao antigo?

Precisamos saber o que levar dos caminhos que percorremos, ter referências, saber aonde buscar soluções e seguir! É preciso vencer o desafio de adaptarmo-nos a novos contextos.

Portas que não decidimos se fechamos ou deixamos abertas fazem ruídos...
Uma entreaberta nos faz olhar para trás e hesitar, nos confunde o rumo.
Uma porta entreaberta mostra nossa insegurança em seguir.
Nosso anseio de a qualquer momento poder voltar para onde estivemos:
Fugir para o mais confortável.

Quais portas queremos abrir?
Quais portas precisamos fechar para seguir?

Que cada um de nós seja centro do processo das experiências.
Fechando e abrindo delicadamente as portas.
Começando e encerrando ciclos.
Sendo sujeitos da própria história.

Autora: Nathalia Wilke

7 de agosto de 2013

Aprender a cair e levantar

"A primeira coisa que devemos aprender é cair"

Lembro-me bem do meu professor de Judô na faculdade dizendo isso, no curso de Educação Física. E nos momentos práticos, antes mesmo de aprender qualquer coisa sobre a arte marcial, aprendemos a realizar um rolamento sobre os ombros. Caíamos e nos levantávamos repetidamente. Adquirimos facilidade em cair e nos reerguer. O encontro com o chão não era necessariamente um problema, fazia parte de uma etapa do processo de aprendizado da luta, e logo em seguida reerguíamos e voltávamos.
Éramos iniciantes e era natural que ainda iríamos de encontro ao chão bastantes vezes para aprender a lutar.
Fonte: Livro didático público 2ª ed.

Isso tem todo um significado se pararmos para pensar em demais esferas da vida. É quase que inevitável que em nossa trajetória, enquanto aprendemos e nos desenvolvemos, que venhamos a sofrer quedas ou alguma coisa nos coloque pelo menos com a sensação de estar no chão, derrotados. E o vencedor é quem consegue se colocar em pé e persiste nos desafios. Um tempo depois, teve um dia em que dia fui agradecer a ele por ter dedicado boa parte de seu tempo a treinarmos a queda. Não só pelo lado poético da coisa, mas também por uma situação em especial em que este aprendizado fez a diferença.

Em um período de intercâmbio, fazia aulas de Equitação que a faculdade ofertava. Dado dia trotávamos em um ritmo acelerado e um som assustou os cavalos. O cavalo que eu estava montada estava em velocidade e parou de maneira brusca, ficando estático e me projetando para frente rapidamente. Ele era um bocado alto. Por isso e pela velocidade, preciso falar que senti na pele a sensação que é voar? Mas mesmo depois de ter caído, eu estava bem, mais viva e chacoalhada do que nunca. Dei por mim levantando, batendo com as mãos no barro da calça. 

"Está bem?" "Estou" "Vai montar novamente?" "Vou!" 


Olhei para professor e vi a cara de preocupação se dissipando em uma de alívio. Nesse momento tive compreensão do que poderia ter acontecido.

E remontei a cena na minha cabeça, o cavalo correndo, o barulho, ele parando, eu indo para frente... e.... levantando! Nesse meio tempo em que fui arremessada pelo cavalo e que nem tive tempo de pensar como agir o que aconteceu? E foi aí que veio a surpresa: A queda do judô, foi ela, estava internalizada. O que aconteceu é que rolei sobre os ombros, mas só fui me dar conta disso depois de já estar de pé, de tão rápido que foi tudo.

A gente internaliza aprendizados e nem sabe o quando isso pode ser importante, mas quanto mais treinamos alguma coisa, seja uma técnica, uma virtude, uma ação. Tão logo, sem nem parar para pensar, poderemos praticar isso. Sendo salvos em fração de segundos de algum potencial perigo, conseguindo superar com mais facilidade desafios que surgem no decorrer do caminho. 

A vida é feita de riscos e nós precisamos ser feitos de aprendizados, pensamentos, ações e hábitos positivos.

Autora: Nathalia Wilke

3 de agosto de 2013

Os mistérios do tempo

Contemplando o infinito, o homem percebeu-se pequeno. 
Tentando compreender seu lugar no universo, criou Chronos, o tempo. 
Datado, sacramentado, registrado em cartório. 

Para expressar essa nova ordem instituiu signos. 
Surgiram as horas, os minutos os segundos. 
A vida ganhou novo sentido. 
Passado, presente e futuro. 

Assim como relógio, despertador, cronômetro, calendário...
Tudo isso para imaginarmos contê-lo, controlá-lo. 
Ampulheta, esse sim o mais sincero instrumento do tempo. 
Regressivamente nos impõe a gravidade, de haver realmente um último grão. Riscando na areia a nossa fragilidade.

Reprodução: Flickr - Fabiano Panizzi
O tempo é curioso. 
Faz-se devagar nos maus momentos, rápido quando o queremos.
E nos surpreende se revelando nas fotos que desbotam, nas cartas que amarelam, nas crianças que crescem nas rugas que aparecem nas pessoas que nunca mais vimos, nas lembranças presentes e nas já esquecidas.

O tempo é imparcial. 
Não distingue branco de negro, homem de mulher, rico de pobre.
Em pulsos anônimos, em prédios públicos, nas ruas o tempo corre, escorre pelas avenidas, pára em sinais, é captado por lentes. 

O tempo tem segredos intocáveis. 
O maior deles é que por si só não tem vida. 
Preenchê-lo é a arte capaz de fazer realizar sonhos!!! 
Reprodução: wietskelenderink via Compfight cc

Com o tempo flores se abrem, crianças descobrem o dom da vida, homens o poder de amar. As pessoas ganham a liberdade de traçar momentos no arco do tempo. 
Construir, significar, reconstruir e resignificar sua história. 

Quanto tempo você tem? 
Quanto tempo tem para ser quem deseja ser? 

Para quem se permite viver seus sonhos, tempo há!
Os ponteiros do relógio apenas demarcam numericamente a nossa passagem pelo tempo. 
Porque o tempo não passa... 

Nós é que passamos por ele!

Autora: Nathalia Wilke
Inspirado no texto de Paulo Esdras